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Caçadores são presos com animais abatidos e aves em cativeiro

Tatu-galinha apreendido com os acusados está em extinção

12 Out 2021 - 09h40
Eles foram autuados em R$ 36,5 mil - Crédito: Divulgação/PMAEles foram autuados em R$ 36,5 mil - Crédito: Divulgação/PMA

No final da manhã desta segunda-feira (11), Policiais Militares Ambientais de Batayporã (MS), que trabalham na operação Padroeira do Brasil, realizavam fiscalização fluvial no Rio Ivinhema e receberam denúncias de caça ilegal e de captura de aves silvestres em uma fazenda no município.

Foi acionada uma equipe que realizava fiscalização terrestre, que foi até a propriedade objeto da denúncia, localizada a 30 quilômetros da cidade. No local, os policiais encontraram um dos denunciados, um funcionário da fazenda.

Na varanda da residência do funcionário, um homem de 49 anos, foram encontradas seis gaiolas sem autorização ambiental contendo seis aves silvestres: dois curiós, um corrupião e três pássaros-preto.

Questionado sobre a denúncia de caça, o homem assumiu ter carne de animais silvestres em sua residência e armas e denunciou também seu companheiro de crime, um funcionário de outra fazenda vizinha.

Em um freezer na residência foram localizados três animais silvestres da espécie tatu-galinha (Dasypus Novemcinctus), que está na lista de espécie em extinção e um animal da espécie cutia (Dasyprocta punctata).

Também foram encontrados: uma espingarda calibre 28; uma espingarda calibre 36; um cano de espingarda caibre 22, adaptado para uma espingarda calibre 36 e um rifle calibre 22, bem como 12 munições calibre 22 intactas e dois cartuchos calibre 36 carregados. Todo o material foi apreendido.

O caçador informou que uma das armas, as munições e parte das aves pertenciam a outra pessoa que trabalhava na propriedade vizinha. Os policiais foram ao local e localizaram o outro infrator, de 42 anos.

Ambos os infratores foram autuados e multados administrativamente em um valor total de R$ 36.500,00, pela caça ilegal e por manter as aves silvestres ilegalmente em cativeiro.

Os infratores, residentes em Batayporã, também receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com o material apreendido à delegacia de Polícia Civil de Batayporã, onde eles foram autuados em flagrante por posse ilegal e porte irregular de arma de fogo e pelos crimes ambientais.

O crime de porte ilegal de arma tem pena de dois a quatro anos de reclusão e o de posse de um a três anos de detenção.

A pena para o crime ambiental de caça é de seis meses a um ano detenção, com aumento de meio de prisão, devido ao tatu-galinha estar em extinção e, pela manutenção das aves em cativeiro, a pena é de seis meses a um ano e meio de prisão.

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