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Agente Federal diz que PM atirou antes

16 Mai 2011 - 22h11
Delegado Humberto Perez Lima - Crédito: Foto: Sidnei L. BronkaDelegado Humberto Perez Lima - Crédito: Foto: Sidnei L. Bronka
DOURADOS – Durante depoimento que durou aproximadamente cinco horas, o policial federal Leonardo Pacheco, acusado de matar o policial militar Sandro Alvares Morel e ferir seu companheiro José Pereira de Souza, ambos do Serviço Reservado da PM (P2), disse ao delegado Humberto Perez Lima, titular do Serviço de Investigação Geral (SIG), da Polícia Civil, que a vítima que invadiu o seu apartamento armado teria atirado primeiro contra ele, tendo disparado os seis tiros em legítima defesa. O tiro teria atingido o braço esquerdo, que foi transfixando e o projétil acabou atingindo a região abdominal.

Ele chegou por volta das 10h30 e só saiu do 1º Distrito Policial de Dourados, em torno das 15h30. Vários policiais federais o acompanharam até a delegacia, pelo menos oito, que chegaram em uma viatura caracterizada e outras duas descaracterizada.

Em depoimento, o agente disse que o PM não teria se identificado como policial ao entrar no seu apartamento e por esse motivo passou a acreditar que teria caído numa cilada e que ambos estariam ali para roubá-lo e que poderiam matá-lo caso soubesse que é policial federal. “o interrogando ficou apavorado com aquela situação e julgou que se não fizesse algo com certeza seria morto...fez menção que iria atender o comando do homem...inclinou o tronco à frente levou a mão na cintura para pegar a arma, ele vendo o movimento reagiu atirando contra ele”, ressalta no documento assinado por Pacheco, o advogado e o delegado da Polícia Civil.


O agente declarou no final de seu depoimento que se os PMs do Serviço Reservado ao invés de optar pela entrada em seu apartamento tivesse feito um levantamento mínimo, questionando vizinhos, sobre o morador do apartamento, saberiam que se tratava de um policial federal e o desfecho trágico seria evitado. “...a conduta adotada pelo mesmo (P2) foge aos padrões recomendados pela doutrina de abordagem policial”, enfatizou durante o depoimento.

SEGUNDO PM


Com relação ao PM José Pereira de Souza, disse que estava sangrando muito e resolveu pedir ajuda para um vinho que reside num apartamento no térreo. Bateu na porta pedindo por ajuda, mas ninguém teria aberto a porta, quando resolveu sair do prédio para ver se porta da sacada estaria aberta. Nesse momento percebeu que a mulher permanecia no pátio porque o portão estava trancado e que ela teria apontado em sua direção para outro homem que estava do lado de fora.

“...este também sem identificar-se assumiu a posição de tiro agachado e efetuou disparos em sua direção, que o interrogando escondeu-se atrás de uma parede na entrada do prédio e atirou em direção ao homem. Que após os disparos entrou no bloco posicionou-se à frente da porta do apartamento do vizinho, quando então este a abriu e assustado perguntou o que estava acontecendo. O interrogando pediu que este chamasse a polícia, pois haviam invadido o seu apartamento e atirado contra ele...”, reafirma o PF no documento.

O agente informou também que por várias vezes pensou que iria morrer porque estava sangrando muito e que foi socorrido por um morador, que o levou para o hospital, onde tomou conhecimento de que os homens que teria trocado tiro com ele eram policiais militares, que um havia morrido e também que a mulher que havia conversado pelo computador, tratava-se de uma guarda municipal.

Ainda no hospital ele conta que ficou sabendo que havia sido indiciado pelo homicídio de Sandro Morel, pela tentativa de homicídio contra José de Souza e também pela prisão em flagrante.

GM


No depoimento Pacheco disse que não perseguiu a mulher e sim saiu para pedir socorro para vizinhos e que a GM não viu ele permanecer de pé depois da troca de tiros e que teria ido até o policial caído e efetuado mais disparos, porque tal fato não teria ocorrido.

Ele afirmou ainda que conheceu a mulher numa sala de bate papo e por ambos serem de Dourados resolveu trocar endereços de MSN, por onde passou a tentar conquistá-la, tendo inclusive mostrado fotografias suas para a mulher com quem tinha intenção de conseguir um encontro. Ela também estaria com a mesma intenção.

No documento o PF diz que passou a perder interesse pela mulher depois que essa percebeu que o encontro não dependeria de uma conquista, mas sim de um pagamento, mesmo assim continuou a conversa. Que ela insistia em saber sua profissão, possivelmente para estabelecer um preço para o encontro.

Na tentativa de afastá-la Pacheco teria dito que era traficante, mas para sua surpresa a mulher não demonstrou nenhuma reprovação a profissão ilícita e aparentou gostar, chegando inclusive propor tornar-se amante e ainda trabalhar com ele. Diante do novo rumo da conversa ele passou a ter um outro tipo de interesse o dela poder vir a se tornar uma informante dele e por esse motivo resolveu marcar o encontro dando assim o endereço do prédio onde mora e o número do seu telefone celular.

LIBERDADE

Na tarde da última sexta-feira, o juiz Adriano da Rosa Bastos, concedeu a liberdade provisória ao agente federal, que acusado de matar o policial militar Sandro Morel e deixar ferido o também PM José Ferreira Souza na tarde de domingo, dia 8 de maio.

No pedido, a defesa de Leonardo alegou que seu cliente agiu em legítima defesa. Que temendo ser vítima de uma agressão atual e injusta acabou disparando contra o policial militar, ceifando-lhe a vida.


O juiz indeferiu o pedido de relaxamento de prisão, mas concedeu a liberdade provisória. O juiz analisou documentos e concluiu que o acusado \"é primário, sem antecedentes criminais, ou seja, em tese o fato isolado na sua vida, razão pela qual indica-se que não há uma personalidade voltada para a prática de delitos e que possui uma conduta social ajustada, não havendo indicativo de que a liberdade trará prejuízo a ordem pública.


(...)Não há fundamento concreto que indique que sua liberdade trará prejuízo a instrução criminal, mesmo porque, pelos documentos trazidos com o requerimento ora analisado, verifica-se tratar de bom profissional e com personalidade que não leva a crer que prejudicará de alguma forma a produção de provas\", alegou.

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