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José Alberto Vasconcellos

Um plebeu no Reino da “Bufunfa”

06 Ago 2016 - 06h00
Ouando um sujeito não frequenta a escola; nunca leu um livro, nem mesmo o do Jeca Tatu; passou a infância e a puberdade vendendo pipocas nos pontos de ônibus; e depois, já como adulto, na qualidade de peão de fábrica, manobrando um torno mecânico perde um dedo da mão e ganha uma aposentadoria antes dos 30 anos, que lhe possibilita organizar um sindicato, e com os sindicalizados fundar um partido político: o PT, não deixa de ser um grandioso feito, é a realização de uma meta na vida.


Ainda criança, como sempre gostou de contar, veio de Pernambuco para São Paulo num "pau-de-arara". Com um orgulho suspeito, detalha a miséria em que viveu como nordestino. Diz entender de pobreza e revela, como as dificuldades vividas ensinaram-lhe a enfrentar as agruras do mundo, e despertar-lhe o interesse pela política. Política que deveria compadecer-se com a pobreza dos brasileiros: uma população com milhões de miseráveis que passam fome!


A pregação de novos tempos para a política, encontra e seduz ouvintes; pessoas marginalizadas e ressentidas, vivendo na escuridão da ignorância, acham que a prosopopéia proferida por alguém que se diz emergido da pobreza, como um "Novo Messias, revelando que sua vivência miserável conferiu-lhe as condições para o exercício da política, como pessoa que sabe das coisas. Logra pessoas simplórias que se engraçam com o artista.


A falta de informação ou o engodo por informações manipuladas, truncadas e mentirosas, levaram as pessoas simples e crédulas, carentes por mudanças, a acreditar que esse político, com suas promessas, poderia mesmo minorar-lhes a aflição, de nunca terem tido condições para suprirem as necessidades básicas. Acreditam serem verdadeiros os lero-leros demagógicos do artista, que se apresentava como o salvador da Pátria. O povo passa a ver o demagogo, como uma táboa de salvação, e nele investem seus votos, na esperança de dias melhores.


Enganados na sua simplicidade, elegem, inocentemente, um desconhecido, incompetente e irresponsável, para o mais elevado cargo público: presidente da República, absolutamente alheio a importância e a responsabilidade do cargo.


Na Presidência da República, tumultua a administração pública, fomenta a prevaricação e o desvio do erário, com a promessa mirabolante de obras. Sua eleição deixou boquiaberta a etnia política brasileira, formada por velhas raposas escorregadias, até então alojadas no poder da República, onde passaram a vida mentindo, roubando e majorando impostos. Com esse nefasto e reiterado "modus operandi" contra o povo, ajudaram por um descuido, a eleger um demagogo comunista, hipócrita, predador e megalomaníaco, com o qual, para manterem as vantagens escusas de sempre, sem nenhum escrúpulo associaram-se, e juntos, lançaram o Mensalão e depois, o Petrolão. Fraudes que vêm estarrecendo o Mundo, pelo montante dos bilhões de dólares roubados de empresas públicas.


Destrói a indústria e o PIB; no varejo faz piorar a vida de quem já não possuía nada e ainda perde o emprego. Impressiona o Mundo, o elevado número de políticos corruptos no Brasil e o grande número de empresários desonestos. Uma multidão deles, muitos bilionários, já estão na jaula corretiva.


Assim, eleições após eleições, gastando apenas a saliva, sem apresentar as obras e os serviços prometidos, vai consolidando-se como líder, protegendo-se com mentiras e reelegendo-se com os votos dos simplórios, cevados com o "Bolsa Família", manipulados e crédulos em Papai Noel!


O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, provinciano de mentalidade estreita e megalômano na ambição, de abertura lançou o programa "Fome Zero" que até impressionou alguns governos estrangeiros, todavia em pouco tempo o tal programa deixou a ribalta pelas portas dos fundos: sumiu! Outro grande feito dele, foi destroçar a ortografia da língua brasileira, sem nem saber como se escreve "pára-raios".


Conseguiu reeleger-se, assim como elegeu sua sucessora, hoje na berlinda com um "impeachment" em curso. Revelou-se incapaz para governar: sua real preocupação, o tempo todo, foi fazer caixa para reeleição, amparar a vadiagem, empregando os "cumpanhêros" ; e indenizando ou aposentando os comunistas "escurraçados" pelas Forças Armadas em 1964. Calcula-se que mais de 30 mil desocupados, estão nas folhas de pagamento da União, sem nenhum concurso (e tampouco trabalho). Só no Gabinete da "presidenta", estão lotados mil e quatrocentos "funcionários"


De si próprio, S.Exa. Luiz Inácio LULA da Silva, em entrevista ao The Guardian: "Eu fui o melhor presidente da história do Brasil. É quase uma missão impossível tentar repetir esse desempenho. Eu teria de competir contra mim mesmo." (Veja, ed. 13.07.2016, pág.42).

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