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Benê Cantelli

Se continuarem investigando ligaçoes, quem vai sobrar?

06 Jun 2016 - 06h00
Todo dia. A cada momento que um novo "rastreio" em ligações entre políticos é realizado, novos casos de sujeira e mais tochas de corrupção acesas, aparecem. Aí é a hora de perguntar: Quem são os que vão restar impunes.


De fato, a Expressão criada e bem usada por Lula: "Nunca na história desse País", tornou-se tão presente e tão verídica. Realmente, nunca se viu tamanho enxovalhamento e tantos homens públicos, com mandato, serem erguidos como vilões do roubo, do desfalque e de tanta amnésia, pois, basta que um deles seja pego, para que sua memória seja estancada e de nada se lembre.


Nessas e em tantas outras ocasiões, aparecem fatos que arrepiam o emocional de muitos brasileiros. Mesmo sendo tantos, continuam a incomodar. Não passam "batidos", só pelo fato de serem tão multiplicados. Nessas ocasiões, recrudesce a lembrança da frase de Charles de Gaulle, quando presidente da Franca, em viagem, para Argentina e, em parada no Aeroporto do Rio de Janeiro: "Brasil, este País, não é sério". Em minha opinião, o País é sério, quem não é séria é a Nação brasileira.


Além de muito sério o nosso País, é rico de fazer inveja aos mais desenvolvidos. Tão rico que, mesmo sob os solavancos dos ladrões do nosso erário, nem assim quebra.


Temos uma dívida interna que já ultrapassou a barreira dos 2 trilhões de reais. Para alguns há que explicar que: mil bilhões formam um trilhão.


Ao assumir a Presidência, em caráter interino, Michel Temer, viu na grande imprensa nacional, respingando, inclusive, no exterior, nomes de "escolhidos" com crassas manchas de corrupção. Outros que se "entregaram" em conversas gravadas por um grande Jornal de São Paulo.


O que intriga e nos irrita é saber que se ninguém ouvisse nada; se ninguém contasse e, a delação premiada não tornasse conhecidos os fatos arrolados, nunca iríamos conhecer os meandros por onde singram os piores elementos do submundo da política nacional. Tornar exequível tais elementos e seus feitos, faz o Judiciário brasileiro, responsável por dirimir e condenar, pelo menos, os mais escabrosos.


Em pequena escala, houve tempos em que, também em nosso município, esses descalabros aconteceram. Se, em Dourados, não vemos mais, nossa Capital está no ápice desses problemas.


Resta-nos conhecer o "pecado" dos malfeitores, mas, nunca vejo retirar deles o domínio sobre o dinheiro roubado. Pouco interessa, em minha opinião, saber que alguns foram condenados a muitos anos de prisão. O problema é que ficarão pouco tempo encarcerados, por muitas benesses da lei, e o tal dinheiro engordará a vida econômica de filhos, netos e muitos outros. Tendo nosso País carência de bons hospitais, melhores Escolas, estradas ultra esburacadas e tanta gente sem moradia, não podemos admitir que uma simples prisão se constitua na única medida coercitiva para tais fraudadores.


Admitir que o voto seja, realmente, a melhor forma de consertar todo esse estrago, é imaginar que nosso povo está pronto e sábio para usar as urnas. Com tantos analfabetos e outros tantos funcionais, seria ridículo e até bisonho imaginar que, no voto, poderíamos eliminar os maus e colimar os melhores.
Bom dia. Sinto que um dia chegaremos lá.


Professor e Campista. e-mail: [email protected]

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