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Opinião

Rosamaria Nogueira: Uma taça vazia não enche outra

08 Jul 2011 - 09h12
Rosamaria Nogueira *


Você já viu aquelas torres de taças de champanhe? Para encher todas as taças, as primeiras precisam transbordar. E elas só transbordam o líquido de que estão repletas. Ou você imagina que, enchendo uma taça com água esta transbordará champanhe? Muita gente fica esperando encher outras taças com champanhe, mas estão cheias de outros líquidos. Nós só damos aos outros, aquilo que temos em nós. E

quando nossas taças estão vazias, como esperamos passar aos outros alguma coisa? Mas e se estão cheias, são cheias de quê?
Às vezes olhamos outras pessoas e ficamos esperando que elas demonstrem aquilo que queremos ver. Mas talvez devêssemos antes, pensar o que transmitimos aos outros para depois ver o que receberemos.

Como esperamos passar aos nossos filhos, namorado ou namorada, e a outras pessoas queridas, uma visão positiva da vida ou esperar que tudo dê certo, se o que mais fazemos é nos lamentarmos? Como pretendemos dar amor sem antes amarmos a nós mesmos? E...

Como é possível amar-nos sem nos conhecer? Você se conhece verdadeiramente? Quais são suas forças? Seus pontos de melhoria? Você sabe qual a sua missão nessa vida? Por que você está na Terra? Quem de nós já parou para fazer essa auto-análise? É muito mais fácil pensar em missão de uma empresa ou de outras pessoas. Mas e pensar realmente em nós? Por que, na maioria das vezes, não nos permitimos fazer isso? O que nos falta para que nos conheçamos melhor?


Praticando esse autoconhecimento podemos nos descobrir, saber o que queremos e o que podemos “transbordar” para outras “taças”. Reconheça-se sem julgamentos. Apenas permita-se olhar para si e saber que sempre pode ser melhor. Abasteça-se do melhor para si e poderá passar aos outros o melhor para eles: Amor!

Pode parecer piegas falar assim de amor, mas esse é um sentimento que pode e deve ser aplicado em qualquer contexto pessoal, profissional, empresarial... Você já se imaginou ou já aconteceu de trabalhar em algo que não goste, que não ame? Como se sentiu? Já se relacionou com alguém que não amava? É prazeroso? Então... Amor é fundamental sim! Que tal pensar nele como o que dá sentido à vida? Ah! Mas talvez um grande empresário ou uma empresária de sucesso, muito atarefados não tenham tempo para pensar nessa história de sentimentalismo.


Mas como se sentem as pessoas que trabalham nessas empresas? O que as levam a produzir lucros para seus patrões? Será que só o salário no fim do mês os faria continuar sempre na mesma empresa?

As pessoas a sua volta são reflexos seus. Você vê nelas o que quer, o que emite... E o que você quer ver? Que “líquido” quer que sua taça transborde? Claro que dificilmente alguém está 100% do seu tempo bem, de bem com a vida e distribuindo sorrisos. Mas por que não aumentar cada vez mais essa porcentagem? Isso requer ações conscientes e não automáticas como as pessoas estão acostumadas.

Talvez não seja fácil estar consciente de nossas ações e principalmente de nossos pensamentos. A maioria das pessoas quando percebem o pensamento já está lá instalado, já pensou mal, já pensou negativo.

E todos têm o “poder” de controlar e mudar esses pensamentos. Basta querer! Pode ser trabalhoso, mas é perfeitamente possível e com certeza vale à pena. Talvez faça sentido para você tentar hoje, só por hoje controlar os seus pensamentos para que eles sejam os melhores possíveis para você e para os que estão à sua volta... Seja cada vez melhor e transborde sempre o seu melhor. Já experimentou tentar? O que te impede?

A autora é Coach de Vida, Profissional e de Negócios em Dourados / MS. [email protected]

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