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Opinião

Renúncia coletiva: a grandeza política que o Brasil espera

30 Dez 2015 - 09h47
Valdenir Machado

Definitivamente, 2015 é um ano para ser esquecido pelo povo brasileiro. Nunca foram registrados pela Justiça, Polícia e Imprensa tantos atos de desmandos, de irresponsabilidade, de incompetência e de corrupção cometidos pelos Poderes Executivo e Legislativo em nível federal. Ainda que fora do contexto deste artigo registro em passant os escândalos que abalaram as estruturas de Mato Grosso do Sul com as operações Coffe Break e Lama Asfáltica, que tratarei em outra oportunidade.


Mas, estamos encerrando este ano com o maior escândalo de corrupção da história brasileira - quiçá mundial. Bilhões de reais foram surrupiados da Petrobras pelo “consórcio” PT-PMDB para bancar seu projeto de poder e enriquecer seus líderes. Temos uma presidente da República inviabilizada politicamente com minoria no parlamento. Dezenas de empresários e políticos estão encarceradas. Pesam contra os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB, sérias suspeitas. Vivemos uma cruel crise econômica que penaliza a vida de todos, principalmente dos menos favorecidos que estão ficando desempregados.


As revelações da Operação Lava Jato envergonha o Brasil perante o mundo e revolta o povo, que não tem saúde, segurança, educação e outros serviços públicos básicos de qualidade. A volta da inflação corrói os salários e limita a vida das pessoas, como comprova o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), uma medida importante concebida pela ONU para avaliar a qualidade e o desenvolvimento econômico de uma população. Enfim, em 2015 se instalou o caos em nosso País e algo precisa ser feito em 2016.


Para muitos a solução é o impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT), cujo processo começou a tramitar no Congresso Nacional. Mas, francamente, pelas evidências do comprometimento do vice Michel Temer nas investigações da Lava Jato seria trocar seis por meia dúzia. Infelizmente o encaminhamento dado ao impeachment da petista não provoca novas eleições e sim a posse de seu vice – Temer, o que é temerário.


Diante deste cenário devastador da vida nacional nos resta torcer para que Dilma, Temer, Cunha e Renan sejam iluminados pela consciência que ainda lhe restam de figuras públicas, cujo dever é servir ao povo, e num sentimento patriótico renunciem aos cargos coletivamente em favor do Brasil e do fortalecimento do Estado de Direito Democrático. Assim, possibilitarão novas eleições presidenciais e deputados e senadores poderão eleger novos presidentes das duas Casas do Parlamento.


Somente com lideranças impolutas e respaldadas pela população sairemos desta crise política e financeira que nos preocupa bastante.

Professor, advogado e cartorário. site: www.valdenirmachado.com.br

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