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Antonio Carlos Siufi Hindo

Quem não tem medo de roubar a Pátria, não pode temer um regime de força!

11 Mar 2016 - 09h49
Antonio Carlos Siufi Hindo



Fico imaginando como os nossos políticos de diferentes partidos políticos, ideologias, confissão religiosa, encastelados em agremiações partidárias que lutaram como gigantes contra a ditadura militar para fazer restabelecer a ordem democrática e construir em base sólida a nossa democracia conseguem em reiteradas ações nefastas e sórdidas roubar a Pátria. Não, isso é impossível de acreditar. Não vivenciei o regime militar. Quando ele surgiu era apenas um adolescente que cursava o ensino secundário, à época. Não conheci os horrores que esse maldito regime de força devia ter exigido dos nossos dirigentes partidários e, até mesmo da imensa maioria da nossa população que não chancelava tal situação.


O Congresso Nacional fechado, os governadores eleitos e empossados de uma forma anômala, cassação e suspensão de direitos políticos, silencio imposto à imprensa resultaramem circunstancias que, inquestionavelmente, empurraram a população brasileira a viver na escuridão, tal e qual, viveu a humanidade durante todo o período medieval que ultrapassou um milênio. E pasmem. Foi essa reação cívica e patriótica das nossas lideranças,que conseguiram o restabelecimento do regime democrático oferecendo para todos os brasileiros os ares da alegria, da liberdade política e de expressão e da nossa grandeza como povo que forma uma grande e próspera nação.


Assim, reconquistamos a democracia e o direito de escolher livremente em eleições livres e democráticas os nossos representantes políticos nas urnas. E o mais importante: com instituições sólidas que funcionam e garantem o livre exercício das nossasatividades em todos os raios de ação.


A partir dessa memorável conquista, que não deve ter sido fácil, cada dia teria que ser mais fecundo e produtivo as ações dos nossos dirigentes políticos, responsáveis pela elaboração e execução de políticas públicas, que proporcionassem uma boa qualidade de vida para a nossa população representada por salários dignos, trabalho em abundancia, alegria, conforto e bem estar para o conjunto da nossa população. E por que isso, não aconteceu? Por que optamos por um rumo diferente e constrangedor? Que tipo de exemplo, deixaremos para os nossos vindouros? Aqui reside,a nossa inquietação, a nossa desilusão, a nossa revolta diante de tantas ações condenáveis.


O ataque voraz às nossas riquezas, materializadas por um expressivo número de nossos legisladores, funcionários públicos sórdidos e com a participação de empresários que só desejam defender seus interessese os interesses de suas empresas, é que concorreram decisivamente para fazer faltar recursos generosos para os nossos hospitais, para as nossas escolas, para as nossas universidades, para a nossa segurança e para todas as outras áreas de grande importância, para o nosso desenvolvimento integrado. E o pior de tudo, é que essa roubalheira escancarada das nossas riquezas não vai ter fim.


Todos os dias amanhecemos com outros fatos estarrecedores. Até parece, que estamos na bancarrota. Um verdadeiro inferno de vergonha. O nosso povo não merece tal constrangimento. Os culpados após a chancela da nossa Justiça precisam ser responsabilizados pelas suas ações condenáveis. Não interessa a sua agremiação partidária. Não interessa seus nomes. Esse tipo de gente que não teve medo de roubar a Pátria levando ao desespero a grande massa da nossa população não pode temer um regime de força.


Promotor de Justiça aposentado. e-mail: [email protected]

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