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Segurança e Saúde JBS
José Alberto Vasconcellos

Política: a barba como garantia

19 Mar 2016 - 06h00
Nas barbearias de Minas Gerais, quando o barbeiro terminava de remover a barba do rosto do cliente, invariavelmente, ele fazia rápido, num fôlego só, a seguinte pergunta: "- Arco, Tarco, Verva ou Pó pá tapa táio?"
O barbeiro mineiro queria dizer: "— O que você prefere que eu passe em seu rosto, para aliviar-lhe o trauma do "desbarbeamento": Alcóol, Talco, Água Velva; ou o Pó para tapar cortes (táios), que a navalha poderia teria feito, na parte desbastada do frontispício do vivente.


Não pudemos apurar a qual pó referia-se o barbeiro. Não era "Tanadil", destinado aos bovinos, ou "Anaseptil" para humanos (este com venda controlada). Era um pó misterioso, usado para tapar o "estrago" e conter a hemorragia, tal e qual o pó de café, bastante usado naqueles tempos bicudos — quando Getúlio Vargas imperava como ditador — para tapar "estragos" de facas em brigas, estancando as hemorragias; ou para curar umbigos dos recém nascidos.


Claro, o barbeiro com seu pó misterioso, procurava o mesmo efeito que apresentava o pó de café, mas não era pó de café, tinha coloração diversa e estancava de imediato a hemorragia. Fazia como numa terraplenagem: aterrava o "táio", dominava a hemorragia e deixava lisas as faces do tradicional cliente, como bunda de bebe!


O tempo passou todos ficamos mais estudados, mais velhacos, mais sabidos. As velhas navalhas foram substituídas pelos modernos aparelhos de barbear com lâminas. Evoluíram depois os aparelhos: com duas lâminas; com três, quatro e aí por diante; sempre acompanhados da promessa: de que tirar a barba agora, era como fazer carícia no rosto e sentir nele, a maciez do bumbum de uma criança! (sempre a bunda, como referência)). Arre égua!


O tempo correu frouxo e então surgiu um partido político, que se intitulou "PARTIDO DOS TRABALHADORES". Seria um novo tempo, afiançavam:"—Buscou-se exemplos nos velhos (tempos), todos os militantes, conditio sine qua non, deveriam usar — tal e qual os profetas do Velho Testamento, predecessores do rei Salomão — longas e hirsutas barbas.


Ao contrário do ar puro do deserto que mantinha limpas as barbas dos profetas, as modernas barbas dos petistas mergulhadas na poluição, carentes dos cuidados da higiene, ganharam o apelido de "supermercado" porque contêm de tudo: poeira, pulgas, resíduos da graxa de "pucheros", e mais uma infinidade de parasitas e bactérias. Não obstante são úteis: escondem as bocas mentirosas da militância..


"— Nossa barba é um símbolo da pureza de princípios! Uma promessa de limpeza ética e moral, na política brasileira!"


Proclamaram ainda mais: "— Que os homens que constituíam o novo partido, afloravam dos becos, dos burgos e das quebradas. Eram todos trabalhadores pobres, nascidos e criados em guetos. Proletários explorados pela burguesia, sem compaixão!" "—Entendiam de pobreza, dos problemas da pobreza e — todos, principalmente os pobres, podiam confiar — eles resolveriam os problemas. O Brasil sairia, por fim, da miséria que carregava desde seu descobrimento! Novos tempos! Todas oportunidades, para todos! Acreditem, é palavra de comunista! Confiem em nós, em nosso PT, vamos fazer chover no nordeste!"


O tempo passou, as barbas da militância ficaram brancas, a miséria recrudesceu com o desemprego de milhões e milhões de pais de família; a previdência social não funciona. A assistência à saúde é vergonhosa. A educação sofrível, nega até a merenda às crianças famintas, que tem nela a única refeição do dia. A segurança pública está falida e os bandidos plenos de direitos, protegidos por barbudos regiamente remunerados, como defensores dos "Direitos Humanos".


O País, vitimado pela roubalheira institucionalizada e desenfreada, está sem nenhum grau de credibilidade no exterior, enquanto o governo dos barbudos, insistindo em cobrar mais impostos sobre o feijão que os desempregados precisam comer, para viver.


Os barbudos gastam os recursos públicos, pagando altos salários para uma massa incalculável de parasitas e no aliciamento de políticos sem moral, que traem os eleitores e a Democracia, cegos à miséria que grassa!


Os barbudos (proletários) e muitos barbeados (burgueses), que se identificaram e associaram-se nas "traficanças indecorosas", para furtar patrimônio público, encontram-se surpresos, assustados, com os rabos recolhidos e muito medo, pelo desmonte do circo, que o inolvidável juiz federal, SÉRGIO MORO vem fazendo, com o apoio do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Curto tem sido o trajeto entre o picadeiro e a jaula corretiva, onde todos poderão cultivar a barba ou barbearem-se.


Jaula corretiva é, em tempos modernos, o "pó pá tapá táio" nos rombos que deram nas finanças e no patrimônio da República Federativa do Brasil.


Esconder-se atrás da barba? Xôooo, Carcará pelado!


Membro da Academia Douradense de Letras. e-mail: [email protected]

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