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João Carlos Silva

O PMDB esperando a hora de entrar em campo

07 Abr 2016 - 06h00
O afastamento da presidente Dilma Rousseff faz coro aos milhares de brasileiros que estão nas ruas pedindo mudanças na vida pública nacional. Nesse processo também está o maior partido do Brasil, o PMDB. Desde a eleição de Tancredo Neves que o partido aspirava o poder integral e sem fatias. Tancredo morreu sem tomar posse e Sarney prestigiou em termos o partido. Nas eleições futuras o partido disputou mas obteve votação além do esperado. Dr. Ulysses Guimarães não empolgou o eleitor e era uma candidatura das melhores que surgiram nas eleições nacionais.


Agora a presidência poderá cair nas mãos de Michel Miguel Elias Temer Lulia (que coisa esse último sobrenome....) que é o presidente nacional do PMDB e que sempre foi razoável nas urnas em SP em disputas para Câmara Federal. É um jurista de respeito e um professor universitário de gabarito. Orador de qualidade e articulador dos mais eficientes, Temer já está montando seu ministério.


Faz cara de paisagem quando citam suas articulações mas suas ações em seu escritório de SP mostram o oposto. Isso muda o cenário nas eleições municipais onde o partido vai para a disputa para vencer nas urnas seja lá quem for o candidato. Combinar com o eleitor é uma coisa e disputar é outra.


Aqui em Campo Grande somente um tsunami tira da disputa o ex-governador André Puccinelli que diz não ser candidato. Será. O partido não tem um nome de alto prestigio eleitoral para colocar na disputa e vencer a eleição.


Nomes surgem a cada momento dentro do partido e que todos sabem que quem tem a voz de comando é André. Poderá até não disputar a eleição verticando para outro nome. Mesmo assim terá que sair para a disputa para ganhar a eleição. Temer Presidente André vira rei. É a tônica do processo eleitoral que vai passar o PMDB. Ruas vão sapecar com criticas a chegada possivel do partido ao poder na Presidência da República. Temer sabe disso. Montar um ministério amplo e com forças diversificadas dão ao cenário um novo brilho.


O PMDB precisa dessa hora para mostrar ao Brasil que não serve nem nunca serviu de carona ou jegue de carga. Aproveitar seus quadros será um momento em que o partido se libertará das muitas acusações que pesam sobre alguns de seus membros.


Michel Temer trabalha para que o partido faça um novo modelo economico e cria para tal uma frente de economistas influentes no cenário mundial para mudarem a cara do Brasil por dentro e por fora. Se vai dar certo ninguém sabe. O que o povo brasileiro espera é que o PMDB no poder não seja apenas mais um. Será preciso um partido oxigenado pela sua história na vida nacional.


O PMDB espera a sua tão esperada hora de entrar em campo. Entrando é suportar a gritaria das arquibancadas. E como vão gritar.......


Articulista e consultor. e-mail: [email protected]

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