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Opinião

No tabuleiro da baiana tem xadrez político

28 Jan 2016 - 09h51
João Carlos Silva

O jogo eleitoral já começou e essas eleições de outubro prometem em gênero, número e grau. Lendo atentamente um estudo sobre a dinâmica das prefeituras e sua saúde financeira, observei que a vez, agora, é dos novos nomes que surgem, principalmente, dos empreendedores. Muitas prefeituras estão com suas finanças comprometidas pelo momento que o Brasil está vivendo e velhas oligarquias se preparam para colocar o pijama. Faz parte da hora e da vez de quem está chegando para iniciar o jogo. Vi também que alguns nomes interessantes são vistos como alternativas ligadas diretamente do setor comercial e que podem fazer do jogo do tabuleiro uma proposta real e sem muito “tititi”. São essas novidades que vão trazer muitas surpresas nas próximas eleições.


Vou captar aqui uma proposta interessante que li sobre desenvolvimento econômico vinda lá da cidade de Itaquiraí, elencada pelo empresário Thales Tomazelli. Nela ele fez uma junção de economia, comércio, empresa e empreendedorismo que fixa na cidade uma mão de obra qualificada para que não levada da cidade pessoas que procuram uma colocação e uma vida melhor para suas famílias. O curioso nisso tudo é que foi um jovem que buscou esse mecanismo para que sua cidade seja beneficiada economicamente. Esse estudo feito por ele já vem de longo tempo. Vou mais além.


Tenho observado o comportamento eleitoral de várias cidades e vejo que quem está no tabuleiro são peças novinhas em folha. Aquela Rainha baqueada está sendo aposentada. É o jogo. Temos no nosso Estado um leque de oportunidades para quem deseja diversificar seus negócios. Falta a mão da organização dos gestores das cidades que teimam em não olhar para o lado e verificarem que os tempos são outros e que o povo também está mudando. Circunstâncias fazem com que contas dessas prefeituras sejam reprovadas quase que constantemente virando regra para quem não imprime uma gestão moderna e séria. Com educação e saúde praticamente sucateadas os gestores não conseguem perceber que o povo pode gritar na rua sem ser ouvido, mas que o barulho das urnas vai causar isso vai.


Os candidatos vão ter que preparar um projeto muito interessante de convencimento para o eleitor principalmente os que estão no interior do Estado. Os caciques de outrora já não são mais os formadores de opinião de agora. Tudo está mudando. Quando os moradores das cidades saem nas ruas e verificam lojas fechando, desemprego a galope e políticos se beneficiando dos cofres públicos a reação é sintomática. Com os preços em alta e elevada carga tributária não há quem se omita. Câmaras Municipais precisam se enquadrar tanto no trabalho como nos salários pagos aos seus membros. Prefeitos municipais precisam olhar melhor para sua cidade dando condições de um ensino adequado para os alunos da rede pública com uma merenda escolar de excelência.


A saúde precisa chegar ao usuário com complexidade e ele ter os remédios ao dispor nas farmácias dos postos e unidades de saúde das suas cidades. Tudo isso é o mínimo que os próximos gestores vão ter que oferecer aos seus munícipes.


Lá atrás tínhamos orgulho dos nossos políticos e receber um deles em casa era um acontecimento. No interior era assunto para o mês inteiro. Atualmente se algum político desejar bater na porta da sua casa a empregada vai abrir a porta e dizer: “Ele disse que não está”.


O tabuleiro da baiana mexeu daqui e dali e o jogo político está começando mexer com as pedras. É assunto para todos seja na cidade grande ou na pequena. Construir um futuro real para elas é tarefa de quem terá nas mãos a oportunidade de modificar tudo isso que ai está. Os novos nomes que estão se apresentando para disputarem essas eleições com certeza estão aposentando os velhos caciques e com isso trazem para si a responsabilidade de cuidar dos jovens das suas cidades oferecendo oportunidade de trabalho através das idéias e projetos inovadores que carregam debaixo dos braços. É crer para ver antes de ver para crer.

Articulista e consultor. e-mail: [email protected]

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