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Benê Cantelli

Não era isso que eu queria para o meu país

18 Abr 2016 - 06h00
Ensinamos tanto em casa quanto na Escola que nosso País é lindo, com pessoas generosas e que tudo o que se planta aqui dá. Essa afirmação traz em seu bojo, o fato de mostrar que o trabalho sempre será compensado. Vadiar ou o que é pior, roubar, não poderia ser aceito sob hipótese alguma. "O que é roubado reclama o seu dono".


As coisas andam claudicando por todos os lados, e a impunidade continua sendo a maior escola do crime e do roubo e da malversação do dinheiro público.


Onde e como deter tudo isso? Será que o impeachment vai resolver alguma coisa? A decepção sobre aqueles que se ufanavam de ser paladinos da moral e dos bons costumes, é, sem dúvida, o maior vexame e vergonha da história.


Estamos ouvindo que nossa "Presidenta" fez errado copiando o que todos os anteriores, também fizeram. Usam isso como justificativa. Deus nos livre. Aquela história do famoso governador de São Paulo, tido como um dos que mais crimes cometeu, passou a ser considerado de bom costume e de bom governo, porque "roubava mas fazia". Agora trazem de volta a mesma barbárie. Em lugar de assumir que erraram, que enganaram, que surrupiaram e que, até nas eleições a fraude lhes valeu mais uma vitória eleitoral. Deveriam, como paladinos de tantas virtudes, assumir que erraram e pedir desculpas para nunca mais voltar.


Crianças e idosos morrendo em hospitais onde o dinheiro que deveria atendê-los com mais equipamentos e melhor estrutura, vazou pelos corredores da eficiente ladroagem instalada em nosso país.


Triste sina de todos nós. E, ainda, tem gente que culpa os portugueses, nossos descobridores e colonizadores, como se eles tivessem sido eficientes professores de tudo que vemos de errado e nefasto.
As coisas estão ruim mas, podem ficar pior.


Para quem entregaremos a nau de nosso País? Não seria melhor uma nova eleição? A ordem verdadeira instituída por nossa Carta Magna e, que remonta há muitos anos, diz: Na saída de um Presidente quem deve assumir é o Vice Presidente; Presidente da Câmara dos Deputados; Presidente do Senado e, finalmente, o presidente do STF.


Lembrou dos nomes de cada pessoa que exerce uma dessas funções descritas? Pois bem, pergunta-se: Tem alguém à altura de nosso País?


Situação crítica a nossa, principalmente quando vemos pessoas não querendo desgrudar dos lugares, funções e cargos que poderiam perder em havendo o "impeachment", igual cena de cachorros que tem um osso e não o entrega por nada. E mais, permitindo que pessoas que aparentemente estão alijados do poder, gritando que vão matar, que vão roubar e que vão destruir é trágico. Aliás, tudo aquilo que nos ensinaram e que é o papel único do Satanás, como consta nos escritos da Sagrada Escritura: Veio para destruir, roubar e matar".
Quem vai nortear os destinos desse País.


O que foi dado pelo governo a setores e pessoas que se beneficiaram de tudo aquilo que satisfaz o sujeito que não trabalha ou que não gosta de trabalhar, vai recair sobre nós agora. Estão tirando da boca deles o que já estava no prato.


Meu Deus! Enquanto escrevo, a noitinha deste sábado (13), nada sabemos do que acontecerá com a votação do impeachment. Digo a muitos que o que foi conquistado na trapaça, no submundo do poder e na enganação, não será entregue com tanta facilidade como muitos pensam. Ainda não creio no sucesso dos que votam pela saída da Presidente. Os que desejam se manter no poder a qualquer custo, vão fazer de tudo, até o inusitado, para não perder o "osso" tão desejado. Disso, tenho certeza. O que vai acontecer se perderem, só Deus sabe.
Oh! Deus de bondade e justiça. Dispense um pouco mais de sua misericórdia sobre nosso País. Amém.
Professor e Campista

Professor e Campista. e-mail: [email protected]

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