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Opinião

Jovem: Um ser

14 Dez 2010 - 21h30

#Jovem: Um ser

#####Dr. Orlando Anivaldo de Lima*

O homem de hoje é meramente um homem, deixou o SER. Abriu mão daquilo que mais o qualifica para vida. Mas como estou me referindo ao homem, devo aqui dizer que você abriu mão daquilo que mais o qualifica para sua vida. Estou sendo repetitivo sim. Seria possível o homem atual considerar o SER elemento verdadeiramente importante para vida? Não. O que vemos hoje nos discursos pessoais é meramente retórica. Para ser mais direto, só vemos essa valorização da boca para fora.

E o que nos leva a agirmos assim? A pensarmos assim?
Muitos são os fatores, que se misturam e passam a exercer forte influencia sobre nós, comprometendo nossas escolhas morais e éticas.

A considerar este diagnóstico podemos concluir que estamos sofrendo da ausência de juízo crítico. Senão todos pelo menos a maioria absoluta de nós.
Pensemos: num mundo onde todos ao acordar é apresentado à necessidade de conquistar seu espaço, qual a primeira atitude de tal individuo? Senão ir à luta e usar de todas as armas possíveis, afinal é a sobrevivência de cada um que está em jogo.

E o que observamos e evidentemente enfrentamos, mesmo que a contra gosto, é a caracterização de um embate extremamente pesado e nada saudável. Como encontrar vencedores nesta imensidão de sobreviventes?

Continuando com o sacrifício do ser humano, volto ao nosso tumulto interior alojado em nossa necessidade de espaço. Que ao invés de consciência objetiva e subjetiva consubstancia-se fisicamente. Provocando em nós a busca do que não existe.

Por exemplo: a idéia de que o dinheiro compra a felicidade é pratica efetiva, apenas não assumida. È o TER nos ofe-recendo todas as possibilidades impossíveis. Que nos digam os comerciais.

O homem como SER humano foi rebaixado a idiota. Relacionamos felicidade a prazer para justificar esta atitude. Pra-zer é o fim do TER e a felicidade é um meio a se atingir o SER. Quem apostaria nisso hoje?

O pior de tudo é que entram nesta gandaia, todos, homens e mulheres. De adultos a jovens. E aqui se encontra o perigo, nos jovens. Não estamos cumprindo com nossa obrigação, que seria no mínimo respeitá-los afinal são, na história toda, os mais vulneráveis. Quem tem eles como suporte? Nós? Estão ferrados, nós estamos correndo atrás de nosso espa-ço, precisamos TÊ-LO, o resto vem depois, mesmo que sejam eles.

E DELES, o que serão? Pelo visto, como nós. Se irão TER, por certo terão.
Agora, em se tratando de seres humanos, de imediato, não sei não.
Também não vejo o fim do SER humano.

Vejo o fim de gerações de humanos que no caos do TER, espaços para o SER surgirão. A vitória do SER sobre o TER é obvia mesmo que trágica.
E pensar que o que define tudo é nossa opção, nos abala.
Afinal, teremos senso critico para a ação?

Bem! A eles (os jovens) por enquanto devemos pedir perdão.

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