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Wilson Valentim Biasotto

Habemos Damião

16 Jul 2016 - 06h00
Habemos Papa, sempre foi a primeira frase proferida logo após a fumaça branca anunciar a eleição de um novo papa. Em Dourados, nas discussões internas do Partido dos Trabalhadores, ao que tudo indica, a fumaça branca começa a subir aos céus. O PT poderá ter candidato à prefeitura conforme tradição do partido que se estendeu desde 1982 até ser quebrada quando optamos pela coligação com o PSB de Murilo Zauith.


Digo quando optamos pela coligação porque a pedido de um amigo levantei o meu crachá para apoiar a coligação. Hoje reconheço que foi o meu maior erro político, porque as negociações não foram concretizadas: era para o PT ter o vice, a Secretaria da Educação e da Assistência Social, além da promessa de que o Projeto Dourados Cidade Educadora seria mantido e ampliado. Ledo engano. Perdemos a vice, a Cidade Educadora e, ainda mais lamentável, a Secretaria de Educação, onde poderíamos ter continuado o trabalho da administração Tetila e oferecermos aos trabalhadores em educação e aos nossos estudantes muito melhores condições salariais e de ensino.


Mas não adianta chorar o leite derramado. Ao que tudo indica, o professor Damião Duque de Farias será o nosso candidato à prefeitura e, dessa forma, com toda a certeza, os douradenses terão à disposição um candidato honesto, trabalhador, experiente, que durante 9 anos esteve à frente da implantação da UFGD, gerindo recursos de mais de 300 milhões e tornando a nossa cidade conhecida não só em âmbito nacional, mas também internacional.


A predisposição do ex-reitor Damião em candidatar-se tem algo em comum comigo, quando sai da Direção do então CEUD/UFMS. Nesses cargos, tanto Damião quanto eu aprendemos a ter uma visão humanística de nossa cidade e percebemos a nossa capacidade em realizarmos um governo altamente proveitoso para o nosso povo. Muito mais preparado, que eu próprio, considero o professor Damião, mas será que o povo douradense saberá compreender que tem um candidato excepcional?


Na última quinta-feira, o professor Damião concedeu entrevista ao Midia Flex, respondendo a todas as perguntas levantadas de maneira transparente. Diz ele, "Eu me considero uma pessoa experiente, tanto na vida pessoal como profissional. Já tenho mais de cinco décadas de existência ou meio século (risos!), tenho uma família, com quatro filhos e um neto. Sou professor há quase 30 anos, também trabalhei como comerciário e bancário; militei em diferentes movimentos sociais, desde a juventude, nos quais fui dirigente em diferentes oportunidades e, ainda, tive a honra de dirigir a implantação da UFGD, como reitor, por 09 anos! A dimensão, a complexidade, o volume de recursos anualmente administrados (mais de 300 milhões de reais!), bem como os resultados alcançados com a ampliação extraordinária de cursos de graduação e pós-graduação, a inovação na gestão, as políticas de assistência estudantil e de inclusão, levaram a UFGD a ser considerada por muitos anos consecutivos a melhor instituição de ensino superior de Mato Grosso do Sul. Creio, então, que tenho plenas condições para o exercício do cargo de prefeito de minha cidade. Evidentemente, eu reconheço que os desafios são imensos. Mas é possível combinar profissionalismo, competência, ousadia e criatividade, assim como fizemos na UFGD, para levar a cidade de Dourados a uma nova etapa de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental".


Assino embaixo das declarações do professor Damião, que é Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo e conhece a conjuntura nacional, estadual e municipal em que vivemos. Talvez tenha chegado a hora de os douradenses não termos mais que nos arrepender em colocar na Prefeitura e na Câmara pessoas descomprometidas com a cidade.


Talvez o professor Damião não seja tão conhecido pela população tanto quanto outros candidatos, talvez não possua recursos para uma campanha que chegue até todos os eleitores, mas com força e determinação e com os exemplos que nosso povo tem de erros passados, quem sabe não teremos um prefeito à altura de nossa cidade?


Bem, mas se as dificuldades financeiras nos privarem dessa nobre candidatura, não vejo outro caminho para o PT senão promover uma aliança com Délia Razuk. Particularmente, acredito mais na palavra dela do que em documento assinado por um outro candidato que anda por aí bem cotado.


Membro da Academia Douradense de Letras. e-mail: [email protected]

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