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Opinião

Em defesa dos aposentados

04 Jul 2011 - 02h31
Marçal Filho *


Ainda terei que percorrer um longo caminho, se Deus assim me permitir, para um dia atingir a condição de aposentado, mas, desde cedo, tenho muita preocupação com a situação daqueles que trabalharam duro durante 25, 30, 35 anos para construir um Brasil melhor e hoje não recebem do Estado brasileiro a atenção que merecem.

Na semana passada, por exemplo, tive o privilégio de participar, na condição de convidado, do lançamento do Partido dos Pensionistas, Aposentados e Idosos (PAI), em Brasília, e tenho orgulho em ser considerado um dos representantes dessa classe. Como membro da frente parlamentar de apoio aos nossos aposentados e na condição de aliado da Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Cobap), não poderia deixar de prestigiar a Convenção Nacional e declarar todo meu apoio à criação desse partido que pode significar a garantia de um futuro melhor para os idosos brasileiros.


A nova legenda é uma das bandeiras da Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil. Nada mais justo que o partido tenha como líder o aposentado Warley Martins, que é presidente da confederação.

A iniciativa da Cobap nasceu em decorrência das verdadeiras sagas que os aposentados enfrentam na defesa dos seus direitos junto ao governo federal. Tanto, que as principais bandeiras do PAI são o reajuste dos aposentados, o fim do fator previdenciário, a recomposição das perdas das aposentadorias, enfim, tudo aquilo que defendo como deputado federal desde o meu primeiro mandato.

Esse gesto dos aposentados do Brasil, em criar seu próprio partido político, é ousado e corajoso. Infelizmente, apesar das conquistas do passado, o Congresso Nacional não tem correspondido às expectativas da classe.


À medida que o PAI for crescendo irá dialogar com mais força na Câmara e no Senado, de forma que todos os partidos terão que conversar com a legenda que, através de uma política saudável de alianças, esse partido poderá influenciar nas indicações até de futuros ministros. O novo partido já começa com um nome forte, sugestivo e simpático, PAI.

A recomposição dos valores das aposentadorias é um dos maiores desafios do novo partido e promete mobilizar aposentados em todo o País. Há poucos anos, os beneficiários do INSS mal conseguiam entrar nos bancos e hoje, além de ter lugar importante na carteira de clientes, desde pequenas financeiras a grandes bancos, capazes de eleger e reeleger, eles querem assumir as rédeas das grandes discussões nacionais de seu interesse.

Warley Martins, presidente do partido me disse que a categoria está mais madura politicamente e que ela alcançou uma grande capacidade de mobilização. O PAI está pronto para lutar pelos principais projetos de lei que estacionaram no Congresso Nacional, como o que recupera as perdas em salários mínimos, acaba com o fator previdenciário e estabelece o reajuste único no INSS. O PAI já nasce com o apoio de 21 Federações e 650 associações, em todo o território nacional.

Durante a Convenção Nacional, os convencionais elegeram de forma democrática a primeira diretoria nacional do Partido dos Pensionistas, Aposentados e Idosos, que é formada por dirigentes da própria Cobap e das federações de aposentados.

Fiquei muito feliz ao ser convidado para fazer parte dessa agremiação partidária, mas apesar de admirar os princípios desse novo partido, não pretendo mudar de legenda, pois estou no PMDB desde que entrei na política.


Como titular da Comissão Mista de Orçamento (CMO), acabei de dar um importante passo para garantir o reajuste anual dos benefícios pagos pela Previdência Social aos aposentados e pensionistas de todo o Brasil.

Apresentei emenda ao Projeto de Lei do Poder Executivo nº 02/2011 com o objetivo de garantir que o Orçamento Geral da União (OGU) faça previsão orçamentária garantindo o reajuste da forma como já prevê para reajuste do salário mínimo, ou seja, com base no crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) do ano anterior.

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