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Opinião

Dinheiro, a raiz de todos os males!

11 Dez 2015 - 10h42Por Do G1, em São Paulo
Antonio Carlos Siufi Hindo


O texto é bíblico e nos remete a uma reflexão profunda sobre o comportamento do ser humano diante de todas as situações que pode protagonizar ao longo da sua peregrinação terrena envolvendo questões patrimoniais, especialmente em espécie. Essa questão preocupante não é privilégio da nossa época. Ela sempre existiu e exigiu dos especialistas nessa área da atividade humana estudos sistemáticos sobre o que leva o ser humano a se apegar aos bens materiais, e lutar enfurecidamente pelo dinheiro como verdadeiros cães famintos por cada fiapo de carne grudada no osso. Ninguém duvida da sua importância.


O dinheiro tem sua importância e ninguém discute esse aspecto. A discussão se cinge ao seu bom, e o mau uso que o ser humano faz dele. Trata-se de algo necessário para a subsistência do ser humano mas, não pode, em hipótese alguma, reduzir à condição de escravo o seu detentor sob pena de o reduzir a um simples miserável.


Em razão desse entendimento esposado com fundamentos que geram confiança e despertam para uma outra realidade bastante alvissareira, aos generosos de propósitos, àqueles que demonstram com atos concretos que não são apegados aos bens terrenos eles se constituem em algo dadivoso e aponta para a direção da partilha, do respeito, da caridade e da beleza de espírito que todos procuram. Esse precisa ser o grande alicerce a dar sustentação a uma vida repleta de felicidades.


Quando as pessoas se encharcam desse pensamento e vê nele a verdade dogmática para outras ações igualmente generosas, a sua vida fica mais leve, o seu fardo suave, a consciência o faz dormir o sono dos justos. Mas, infelizmente, não é isso o que acontece com a grande maioria das pessoas. Não interessa sua classe social, sua cor, sua raça, seu credo religioso.


Quando o ser humano, diante do dinheiro, não sabe fazer o bom uso dele, rapidamente constrói a discórdia, incentiva a desavença, tisna a família com disputas enfurecidas. E quando essas ações que desequilibram as relações sociais e comprometem a nossa credibilidade como ser humano desnudamos a nossa face e passamos para nós mesmos a nota de culpa da nossa ganância desenfreada, da luxúria, do prazer mundano e fugaz. E aponta também para uma outra direção igualmente perigosa.


Deixamos escapar pelos vãos dos dedos a rara felicidade de nos constituírmos em bússola para melhor orientar os incautos e assistir adequadamente os fragilizados pelo destino. A avareza é o retrato mais fiel das ações que incomodam diariamente a sociedade. É uma pena que essas pessoas escolheram esse modo de agir, pensar e viver.


A vida não se resume apenas aos bens materiais. Ela é rápida e vai embora como um verdadeiro sopro. As mágoas e os ressentimentos, as trocas de insultos, as acusações muitas vezes infundadas, o vilipendio a honra, e a dignidade de quem quer que seja não podem empanar o brilho da nossa inteligência, enfear a magnanimidade do nosso coração e a grandeza que precisa efetivamente ditar a regra de um caminho sereno para o homem no curso da sua existência.


Essa regra de comportamento não é inusitada. O que o homem precisa é tomar conhecimento da sua importância, conhecer sua beleza, mas, especialmente, executar essa lição simples, direta e que seguramente vai aproximá-lo cada vez mais do seu semelhante e especialmente, de Deus.

Promotor de Justiça aposentado. e-mail: [email protected]

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