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Opinião

Colônia Militar dos Dourados

29 Dez 2010 - 15h29Por Ruth de Aquino“Quero paz e autoridade”, disse na televisão o morador do bairro da Penha, na Zona Nor

#Colônia Militar dos Dourados

###José Tibiriçá Martins Ferreira*

No dia 29 de dezembro de 1864, conforme relatado no livro Antonio João, escrito pelo General Valentim Benício da Silva, após levantamento efetuado a partir do ano de 1929, juntamente com a comissão que integrou, é a data em que se comemora a morte do Tenente Antonio João Ribeiro, nascido em Poconé-MT, em 24 de novembro de 1825, cujas comemorações alusivas à epopéia, vêm acontecendo na data do seu nascimento, no Parque Histórico, localizado a cerca de menos de 10 km, antes de chegar à cidade que leva o seu nome.

Não concordando com o relato de que a cidade de Dourados já estava em formação, desde 10 de maio de 1861, data próxima à instalação da Colônia Militar dos Dourados ao ser trocada a expressão Colônia Militar dos Dourados por uma articulista no dia 27/12/2010, ao publicar um artigo no Jornal O Progresso, utilizando-se da conjunção “de”, dando-se a impressão que a primeira batalha, lá pelo ano de 1864, aconteceu em nossa cidade, cuja referência foi utilizada já várias vezes por outros articulistas. Ela aconteceu sim, à beira do Rio Dourados, próximo à sua cabeceira, onde ele corre ainda como um ribeirinho. Ao se referir a “de”, é porque naquela época nosso Município não existia e as terras pertenciam à União.

A Colônia obedecia não só a considerações de ordem política, mas de segurança interna, pois na época não podia haver ocupação ou posse particular de terras: a região e Santa Maria eram, exclusivamente habitadas por índios Kayuas, Xavantes e Coroados, que se opunham à entrada de gente civilizada. Em 1856 a Colônia tinha como finalidde, auxiliar a navegação interior, a defender e a proteger os moradores até a fronteira de “Iguatemy” e do Apa, das aggressões dos selvagens e chamar estes, por meio de catechese, à civilização”, página 100.

A Colônia foi reorganizada em 1860, destruída em 1864, sendo seis anos mais tarde restabelecida, em 1873 foi criada ali uma barreira, uma agência fiscal e em 1889, nomeado como diretor um Capitão do Exército, da Arma de Artilharia, natural de Alagoas, João Luiz Gomes. “Aquelle director construiu arranchamento no passo; na antiga vivenda ainda reside a viúva”..., pagina 100, parágrafo terceiro.

A primeira cruz de madeira em homenagem a Antonio João, foi erigida em 1929, em frente à moradia da viúva Carlota, conforme foto, página 51.. “....chegamos à conclusão de que os restos de Antonio João, repousam na própria Colônia,.......talvez sob a própria casa que serve de moradia aos atuais proprietários, herdeiros do último Diretor da Colônia, Major João Luiz Gomes, página 47, parágrafo primeiro.

Sílvia Gomes, filha do Major e de Carlota Almerón Lopez Gomes, em 1957 doou ao Exército Brasileiro 30 hectares da sua área para construção do Museu Histórico. Em Dourados ainda vive sua filha Lourença Gomes Batista Martins, 87 anos, na época com menos de 7 anos, presenciou os fatos, assistiu a missa rezada pelo padre Antonio Marto no dia 28/10/1929, em companhia de sua irmã Helena Gomes Azambuja e de outros familiares.

O Coronel Cancelo foi escolhido por ela para implantar o parque, sendo que a casa de madeira que abriga o museu, continua com as mesmas características da casa original, conforme foto do livro, era de tábua. A doadora está enterrada no lado direito, próximo do parque, em companhia do Coronel Cancelo, sepultados um ao lado do outro.

Hoje o Parque é mantido pelo 10º Regimento de Cavalaria de Bela Vista, onde uma guarnição o mantém, a vida é semelhante daquele tempo, o ambiente é conservado com características de campanha. Podem as pessoas passar horas agradáveis, hospedando-se no hotel ali no parque.

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