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Opinião

Buscando o autoconhecimento

27 Jan 2016 - 10h23
Cecília de Lara Yamashita

O autoconhecimento é a base para o desenvolvimento do ser humano, estruturando seu tipo de comportamento, emoção e pensamento que são adquiridos na infância como mecanismos de defesa. É a partir da percepção do ambiente na infância que definimos a nossa visão de mundo, através do qual são formados nossas crenças e valores.


A busca pelo autoconhecimento, permite entrar em contato com as motivações mais profundas e a consciência de nossas limitações, definindo pontos fortes e pontos a serem melhorados na personalidade. A cada descoberta o indivíduo tende a tornar-se mais pleno, aumentando sua autoestima, adquirindo mais confiança e segurança.


Pesquisas apontam que a cada dez pessoas, sete estão insatisfeitas no trabalho. Jovens buscam estabilidade financeira focando em “ter algo” em suas vidas independente de seus talentos: o “ser”. Tendo em vista o crescimento na insatisfação das pessoas dentro do mercado de trabalho e crescente desmotivação, verifica-se um aumento cada vez maior da falta de concentração, de foco, da queda na produção e da distração, perdendo-se, consequentemente, a qualidade no serviço/produto. 


Existe várias maneiras de ser “bem-sucedido”. É a partir do contato com a nossa essência: o «SER», que conseguimos trilhar nossos caminhos sobre como «FAZER», para, finalmente, alcançarmos o «TER», o estado desejado. 


Conversando um dia com a mãe de um amigo da minha filha, ela comentou que seu filho mais velho estava com dificuldade para decidir qual curso ele iria ingressar. Tentou Direito, pois achava que não era bom em matemática. Ficou três semestres e trancou. Teve certeza de que não era o queria para sua vida. Resolveu tentar Ciências Contábeis para seguir a profissão do pai que já era bem sucedido. Novamente, a mesma história: não se identificou com o curso e resolveu tirar o período de um ano para se decidir o que realmente gostaria de realizar para o resto de sua vida. Os pais já preocupados e impacientes com a quantidade de tempo e dinheiro gastos, receberam a notícia que ele iria fazer Administração de Empresas. Perguntei para mãe como ele estava se saindo no curso e ela me respondeu: 


“Eu já disse pra ele que agora não tem mais volta! Vai ficar até se formar!”


O que será que aconteceu de errado? Quem é o culpado? Será que há um culpado?


Histórias como esta vem se repetindo a cada ano e o número de insatisfação aumentando exponencialmente. O que precisaria ser feito para que nossos filhos venham a se tornar profissionais satisfeitos e realizados?
A maior contribuição que a educação poderia dar ao desenvolvimento de uma criança é ajudá-la a entrar em contato com a sua essência, detectando os seus talentos e definindo sua profissão com mais consciência, aumentando a satisfação e o comprometimento. Deveríamos gastar menos tempo criticando as crianças e mais tempo ajudando-as a identificar suas aptidões e dons naturais, bem como cultivá-los. 


Nas sessões de Coaching, costumo gerar autoconhecimento com o cliente para que ele consiga encontrar o caminho para o crescimento pessoal e profissional através de ferramentas e metodologias altamente eficazes, conscientizando-o de seus pontos fortes e pontos a serem melhorados. Como resultado, ocorre gradativamente um aumento em seu potencial e em sua segurança para definir com mais clareza seu objetivo de forma mais coerente com seus valores e talentos. Consegue encontrar o seu lugar na sociedade definindo o seu propósito de vida.


Quando conseguimos lidar melhor com nossas próprias emoções, nos tornamos pessoas mais seguras e conscientes de nossos comportamentos, melhorando a relação com o próximo e consigo mesmo. Isto por si só, tende a gerar mais ânimo, dedicação e uma crescente motivação em querer se desenvolver não só como pessoa, mas também profissionalmente.

Coach, CRA-RJ 86172. e-mail: [email protected]

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