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Benê Cantelli

A Páscoa é mais importante que o Natal

28 Mar 2016 - 10h59
Páscoa deriva do nome hebraico que significa "passagem". A primeira aconteceu quando o anjo exterminador, no Egito, não matava os filhos dos hebreus, quando no umbral da porta da casa onde moravam, estivesse manchado com o sangue do cordeiro imolado. Isto é: O anjo passaria adiante. A segunda passagem se deu quando os hebreus passaram o Mar Vermelho, de pés enxutos, pois, Moisés, seguindo ordem divina dividiu as aguas do mar para que os hebreus atravessassem. No mesmo mar, depois do retorno das águas à sua original posição, os cavaleiros egípcios e seus cavalos sucumbiram à morte por afogamento.


No entanto, a Páscoa de maior significado para os cristãos é a passagem de Jesus, da morte para a vida, na sua ressurreição que aconteceu na manhã do domingo que se seguiu ao dia de sua morte, numa sexta-feira, por nós, hoje, chamada de Sexta-Feira Santa.


O maior dos apóstolos e, também, o maior escritor de livros bíblicos, Paulo, define a diferença entre o Natal e a Páscoa da seguinte forma: "Vã seria nossa fé se Jesus não houvesse ressuscitado". Portanto, para os cristãos não há efeméride maior. Claro que para muitos, Natal significa festa, dia de presentes, e com muita gente lembrando mais do papai Noel do que no nascimento de Jesus.


A festividade da Páscoa, sucede à Paixão e Morte de Jesus. Evidente que não tem a mesma sugestão de festa como é a data do Natal. O significado da Páscoa é tão forte que faz o Dia do Senhor ser, a partir daí, para os cristãos, o domingo e, não mais o sábado como, até então, era comemorado.


De que adiantaria nossa fé, nossa crença e nossa esperança no Senhor que viria para dar vida a todos os que a perderam com o pecado original, declinado por Adão e Eva, se Jesus não houvesse ressuscitado? Jesus é a linha divisória entre as trevas e a luz; entre a presença de Deus e sua ausência; entre a morte de nossa alma e nossa salvação.


Enfim: Jesus é a marca indelével na diferença entre o tempo da Lei e o tempo da Graça.


Às vezes, me coloco a pensar se haveria necessidade de Jesus passar por tantos tormentos, tanto massacre, tanto jorrar de sangue, como vimos nos dias de quinta-feira à noite, logo depois de sua prisão, até o momento de sua crucificação. Demais. Logo para um homem que nada havia feito na terra que não fosse o bem, com milagres de cura, libertação e até ressurreição, era demais, só de pensar.


No fundo, o ser humano é dado a conceituar com maior veracidade os fatos que sucedem ao martírio, sacrifício, derramamento de sangue. Jesus, atendeu a pequenez do homem, imolando-se e sacrificando até a última gota de sangue.


Realmente a Páscoa é o resgate de nossa vida e união com Deus. Se deveria acontecer em meio a tantas dores de Nosso Senhor e Salvador, cabe a Deus definir sua essência e sentido.


Perdoem-me aqueles que tem dificuldade de entender e compreender o papel de Maria, a mãe de Jesus, no âmbito e contexto da obra da Redenção da humanidade. Os que assim procedem não leem a Sagrada Escritura, ou lendo, não sabem interpretar. Lá no Evangelho de Lucas, no capitulo I, está estampado o papel de Maria e o respeito com que o Espírito Santo é lembrado como o autêntico esposo de Maria, pois, é com Ele e por Ele que acontece a geração de Jesus no ventre virginal dela.


Vejamos o que Lucas descreve no verso 35 do cap I: "Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus".
Que sejamos renovados pelo santo mistério e significado da Páscoa do Senhor.


Professor e Campista. e-mail: [email protected]

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