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Dirceu Cardoso Gonçalves

A odiosa exploração política dos jovens

13 Mai 2016 - 06h00
É tradicional a juventude se exaltar e cometer exageros, assim como há normalidade no seu pendor pela contestação que, em nosso país e em muitas outras partes do mundo levou moças e rapazes a serem cooptados pelas teses das esquerdas alijadas do poder. No entanto, depois da queda do muro de Berlin e do esfacelamento da União Soviética, aquele apelo dito salvador da sociedade tornou-se menor, até inócuo, por algumas razões concretas. Acabou a exportação ideológica do leste europeu, Cuba comunista vive grande crise e países, como o Brasil, tiveram a experiência dos esquerdistas no poder. Logo, não há o ideal a perseguir, principalmente depois da derrocada do governo petista, que deverá receber sua pá de cal com a concretização do impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Em seus extertores, o governo lulopetista reage com a patética repetição da tese do "golpe", bravateia com a afirmativa de que os ditos movimentos sociais "incendiarão" o país e realizam ações pontuais mobilizando jovens para cometer a desobediência civil invadindo escolas, repartições e, agora, em São Paulo, até a sede do Poder Legislativo, templo da cidadania do povo paulista. Há de se ter tolerância com os que pensam diferente, mas isso não os autoriza a cometerem ilegalidades e a se prestarem a objetivos que não os declarados em suas ações.


O Brasil dos últimos 30 anos foi muito condescendente – omisso, para ser mais claro – em relação ao MST e mais recentemente ao MTST, que tumultuam a vida das comunidades e vandalizam o patrimônio público e privado com finalidades político-contestatórias. Em vez de contê-los, governos irresponsáveis os financiam. Não deveriam ser tolerados quando suas ações extrapolam sua finalidade de conseguir terra para reforma agrária ou moradia para seus membros e partem para infernizar a vida daqueles que nada tem a ver com sua luta e nada podem por ela fazer. Da mesma forma, é preciso investigar até onde os estudantes rebelados o fazem por conta própria ou são insuflados por outros interesses. Os infiltrados, se descobertos, têm de ser exemplarmente punidos, pois agem com desonestidade e colocam em risco suas inocentes vítimas e a sociedade. Não defendemos a caça às bruxas, mas separação entre joio e trigo que tanto mal tem feito à sociedade, hoje privada de serviços e direitos em razão de greves intransigências que também se alastram pelo serviço público.


O governo que assumir tem pela frente uma grande e espinhosa tarefa. Além de corrigir os desmandos que naufragaram a economia, não pode abrir mão de desaparelhar o Estado e só reconhecer como movimentos sociais aqueles que agem estritamente dentro de suas finalidades. Aos que se portam como "exércitos" ou fontes incendiárias é preciso aplicar os rigores da lei. Até porque, embora digam defender a democracia, que todos nós almejamos aperfeiçoar, o que eles querem, mesmo, é algo parecido com a falida ditadura do proletariado a que no passado seus líderes e inspiradores tentaram infrutiferamente nos submeter. Nunca é demais lembrar que ao mesmo tempo em que jovens protestam em países capitalistas, os dos países governados pela esquerda, sempre que podem, fogem. Os exemplos mais recentes são os atletas e os médicos cubanos que, pisando fora da ilha, buscam asilo para não mais voltar...


Dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) e-mail: [email protected]

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