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Julio Capilé

A influência dos exemplos

06 Abr 2016 - 06h00Por Do Progresso
Nossos passos são observados por muita gente. Os atos têm influência para o universo que nos rodeia. As palavras enunciadas serão ouvidas e copiadas por muitos. As atitudes mostram em que diapasão vibra nossa alma. Dessa forma, nossa vida deve ser dentro da compreensão de que há muita gente a nos copiar os exemplos. Somos, portanto, responsáveis pela conduta futura de quem nos espreita, admirando-nos no sentido do bem ou do mal que fizermos.


Tudo a nossa volta interage conosco. Há muitas almas ainda crianças, apesar da idade, que copiam nosso modo de ser. Por muitos somos admirados, mas também há gente que nos detesta.


O exemplo de vida deve ser principalmente nas pequenas coisas, nos atos quase sem valor, mas que para as pessoas que conosco convivem representam nossa personalidade. O primeiro exemplo deve ser junto aos familiares, estendendo-se para os amigos e, depois, para conhecidos e, por fim, até para os que só nos conhecerão pelo exemplo que tivermos dado durante a vida.


É do conhecimento geral que uma palavra mal empregada, um ato desmedido, uma atitude desregrada podem desmanchar todo o bem e a ética de vida que a pessoa manteve em todo seu passado. Também se sabe que após cem atos bons, ao fazermos um só ato de um mínimo de amoralidade, seremos julgados pelos outros por este último. Comentarão: "Quem havia de dizer! Logo ele! Eu não esperava uma coisa dessas"! E foi um somente! Nesse caso e em todo o tempo agimos como o fermento: uma pequena porção leveda toda a massa. Jesus ensinou que devemos fugir do fermento dos fariseus. Nesse caso, Ele nos indicou figuradamente que fariseus são nossos atos maus.


Por um pequeno ato infeliz a pessoa passa anos curtindo sentimento de culpa. Sabemos que na culpa está o castigo. Se sentirmos culpa seremos castigados por nós mesmos. Nosso íntimo não consegue a paz total enquanto não desfizermos o mal praticado, ainda que esse mal seja uma insignificância. A alma tem sensibilidades extremas e, por vezes, desenvolve um mal físico por esse sentimento de culpa.


Tenho escrito muito sobre os espíritos que estão à nossa volta e pelos quais somos responsáveis. Mas as almas encarnadas, os colegas, os vizinhos, os parentes e os amigos também estão entre os que recebem a nossa missão de darmos exemplos. Para isso, é preciso vigilância e persistência em perseguir o bem até o dia em que pudermos ser "uma pessoa boa".


Muitos acham que só os grandes espíritos é que têm missões, mas nós em nossa insignificância também somos missionários. Missionários do exemplo. E para que esses exemplos sejam bons é só seguirmos a regra básica de "só fazermos aos outros o que desejaríamos que se nos fizessem".


Médico. Escreve às quartas-feiras. e-mail: [email protected]

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