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Julio Capilé

A Hipnose

23 Mar 2016 - 10h26
Atualmente, poucos lembram dessa arma terapêutica, mas nos idos das décadas de 1950 e 1960 esteve muito em voga. Muita gente praticava até por diversão. O Padre Quevedo, grande inimigo do Espiritismo, apresentava espetáculos de fenômenos mediúnicos, principalmente de efeitos físicos, pela televisão. Nada a afetar a Doutrina, pois mediunidade não escolhe religião nem local, bem como, não é propriedade de ninguém. Causavam sensação, o que era a finalidade das emissoras, agradar aos ouvintes.


Como sabemos, no início, em saraus praticavam mediunidade que era uma das diversões nas festas. Mas a hipnose não faz parte da doutrina de Kardec. No entanto, é um meio terapêutico muito valioso, principalmente nas doenças de fundo psicológico.


Nas décadas acima citadas e até a de 1970, fiz muitas experiências e a usei como terapia. E até fui taxado de charlatão por alguns médicos, talvez por inveja, pois eu, que montei o primeiro consultório da cidade, tinha o tempo todo tomado. Além disso, o hipnotizador pode ser charlatão mesmo, pois o significado da palavra é conversador. E as primeiras sessões de hipnose, até fixar a palavra chave no inconsciente do paciente, ele fala muito, quase uma hora. Algumas dessas experiências estão relatadas em meu livro "Experiências com o Espírito" (Um Dia Seremos Anjos).


Brasília, no começo, tinha muita poeira pela remoção de terra dia e noite. As donas de casa viviam nervosas, pois limpavam a casa o dia inteiro, sem obter resultado. O marido chegava do trabalho coberto de poeira e barro. Isso afetou os nervos das mulheres que por mais capricho que tivessem não conseguiam viver limpas. Passou a haver muita desarmonia nos casamentos e aí entrava eu com a hipnose. Esta tem vários estágios em um dos quais o paciente fica encantado e até mesmo apaixonado pelo hipnotizador. Eu tratava levando até esse estágio e depois fazia sessões na presença do marido, para o qual passava a palavra de comando da hipnose. Como resultado: voltava à felicidade da "Lua de Mel".


A hipnose terapêutica é uma grande arma para certas nosologias. A medicina a abandonou. Os cientistas devem ter encontrado, na evolução da ciência, um motivo justo.


Médico. Escreve às quartas-feiras. e-mail: [email protected]

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