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João Carlos Silva

A festa vai começar

20 Jul 2016 - 06h00
As eleições estão se aproximando e os partidos políticos já preparam seus candidatos para adentrarem ao salão da festa e dançarem conforme o eleitor quer e não como eles querem.


A cena mudou. Os hábitos até podem ser os mesmos mas o eleitor acendeu a luz da sua imaginação.


Depois do tsunami da corrupção que assolou o Brasil em seus quatro cantos o eleitor começou entender de que o tom da música de salão é ele quem dá. Aqueles favores seculares que os candidatos realizavam para seus apoiadores estão perdendo a força e a lógica.


Doações pessoais de cimento, telha, gasolina, cesta básica e similares estão dando espaço para propostas concretas com candidatos com condutas exemplares (não é necessário ser totalmente um  santo) e assim por diante.


O eleitor deseja apostar em um candidato que tenha uma identidade com a voz das ruas. Não precisa ser totalmente brilhante. Ele precisa ser um candidato decente.


Aqui em Campo Grande essa tarefa será exercida com muita atenção pelos eleitores visto que nesses últimos três anos aconteceram coisas que acabaram por mexer com o brio de todos os cidadãos dessa cidade.


Como eu disse em um recente artigo, deu de tudo e mais um pouco. A cidade quer um Legislativo que honre o exercício do Poder em toda sua amplitude para que ajude o Executivo nas principais tarefas que um gestor tem obrigação de executar e também de dar conta do recado. Todos sabem da insatisfação do eleitor. Votos brancos, nulos e abstenções devem dominar eleições de outubro. Muitos cansaram com o que está ai.


A dinâmica para a renovação está muito ágil e poderá deixar para trás mu itos políticos que ainda não entenderam o recado das ruas.


Na disputa para a cadeira de prefeito algumas caras novas e outras já conhecidas. Os debates devem proporcionar coisas positivas para avaliação do eleitor e também dar uma clareza para o exercício do seu voto.
Cada candidato terá que ter nas mãos um amplo projeto para que a cidade se desenvolva em curto espaço de tempo e também avanços na saúde, educação, cultura, desenvolvimento econômico, esporte e segurança pública. É o minimo que a população espera de seus governantes.


Os partidos de maior densidade eleitoral pinçam seus candidatos com lupa para que não tenham o dissabor de reprovação por conta da ficha borrada. Partidos considerados pequenos também fazem isso.


O cidadão de excelente conduta não que nem saber de ouvir falar em candidatura que dirá política. Fica o número de candidatos reduzidos por conta disso. Redes sociais avançam a cada segundo denunciando esse ou aquele candidato por exercício ilegal na disputa eleitoral. Esse mecanismo será crucial nessas eleições.


O Judiciário também está antenado na disputa eleitoral. Não vai dar moleza para desavisados. Vão ter que andar na linha. No interior a prática da benevolência é mais constante devido a cultura da tradição ser secular. O eleitor conhece a casa do candidato e para lá dirige quando o cinto aperta.


Na Capital já é mais complicado esse assédio. Não negociar o voto será primordial para que o eleitor tenha candidatos eleitos comprometidos com o correto e não com o incorreto. Se isso acontecer essa festa será uma festança  com todos dançando livremente no salão ao som da música da democracia, da liberdade e da coerência . Música maestro!


Articulista e consultor. e-mail: [email protected]

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