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Zeca apresentou Bumlai ao companheiro Lula

25 Nov 2015 - 08h27
Um dos encontros do empresário José Carlos Bumlai com o então presidente Luiz Inácio  Lula. - Crédito: Foto: ArquivoUm dos encontros do empresário José Carlos Bumlai com o então presidente Luiz Inácio Lula. - Crédito: Foto: Arquivo
A amizade do pecuarista José Carlos Bumlai com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nasceu por intermédio do então governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, atualmente deputado federal pelo Parido dos Trabalhadores. Apesar de representar o partido do proletariado, Zeca sempre teve boas relações com o setor produtivo rural e quando Lula se preparava para disputar a presidência da República, em 2002, o petista aproximou ambos. A empatia foi tanta que todo programa eleitoral de Lula com as propostas para o agronegócio foi gravado em uma das fazendas de Bumlai, em Mato Grosso do Sul.

Nessa época, José Carlos Bumlai já era íntimo do Parque dos Poderes, tanto que tinha voz ativa no governo através de um grupo criado pelo próprio Zeca do PT. O Conselho dos Notáveis, como era chamado o tal grupo, então formado pelos secretários de Produção, José Felício, de Receita e Controle, Paulo Duarte, do superintendente de Ações Estratégicas e Relações Internacionais, Heitor Miranda, além dos empresários Antônio João Hugo Rodrigues, Ueze Zahran, Dan Conrado, Antônio Russo, José Carlos Bumlai, José Pessoa, Benjamim Chaia, Alfredo Fernandes, Wagner Martins, Sérgio Dias Campos, Jaime Valer, Valdir Zorzo, Alfredo Zamlutti Júnior, Luiz Humberto Pereira, Pedro Chaves dos Santos, Luiz Fernando Buainain, Aurélio Rocha e Antônio Quarezemim.

Ontem, a Operação Passe Livre mobilizou várias equipes da Polícia Federal que cumpriram mandados de busca e apreensão no escritório de Bumlai, localizado na Avenida Afonso Pena e na residência localizada à rua Beatriz de Barros Bumlai, no Bairro Itanhangá Park, onde foram abertos três cofres, em um dos quais foram encontradas jóias. Em outra residência foi necessária a convocação de um chaveiro para abrir as portas à fiscalização da Polícia Federal e numa terceira casa da família, os policiais ouviram em depoimento a nora do empresário.

O pecuarista José Carlos Bumlai está na mira de Justiça desde que o delator da Operação Lava-Jato, Fernando Soares, o Fernando Baiano, afirmou que ele teria recebido R$ 2 milhões como comissão por facilitar negociações com a Petrobras. O valor pago por Baiano seria referente a uma comissão a que Bumlai teria direito por incluir Lula em uma negociação para um contrato em que o lobista era representante da empresa OSX, que tinha interesse em entrar na licitação para a construção de navios sonda para explorar o pré-sal.

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