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Vigilância Sanitária fecha distribuidora de remédios

09 Fev 2011 - 22h49
Medicamentos sem registro apreendidos ontem em distribuidora que funcionava em uma casa - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOMedicamentos sem registro apreendidos ontem em distribuidora que funcionava em uma casa - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – A Vigilância Sanitária de Dourados prossegue com a ação iniciada pela Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) que desencadeou em Dourados a “Operação Erva Daninha” e interditou, semana passada, 11 estabelecimentos, sendo nove farmácias, uma industria de fitoterápicos e distribuidora.



De acordo com gerente da Vigilância Sanitária, Valdir Sader Gasparoto, a apreensão ocorreu após a fiscalização constatar o endereço da distribuidora através de uma nota fiscal fornecida por uma das farmácias interditadas. A equipe foi até o local e verificou que a distribuidora funcionava em residência, sem as mínimas condições de manter medicamentos.

Além disso distribuía medicamentos sem registros de origem. Pela quantidade de remédios apreendidos, supõe-se que o local fornecia medicamentos para várias farmácias da cidade.

Além desta distribuidora, a Vigilância interditou esta semana três farmácias clandestinas. Somando as interdições feitas pelos fiscais da Anvisa, foram fechados um total de 15 estabelecimentos desde a semana passada em Dourados.

Ontem a Vigilância Sanitária interditou outra distribuidora clandestina de medicamentos que funcionava em residência no Jardim Água Boa. Foram apreendidas caixas de medicamentos, num total de 46 quilos. São medicamentos fitoterápicos sem registros e outros sujeitos a prescrição médica.

Valdir informou que duas farmácias já se regularizaram, portanto, receberam autorização para abrirem portas. No entanto, ainda há 13 estabelecimentos interditados. De acordo com Gasparoto, pelo menos cinco estabelecimentos resolveram fechar portas por conta própria, temendo a fiscalização da Vigilância Sanitária.

A fiscalização mantém uma lista com o nome de diversos estabelecimentos irregulares, que ainda serão fiscalizados. “Muitos, conscientes que estão irregulares e temendo a fiscalização resolveram fechar até conseguirem se regularizar”, observou Valdir.

A maioria das irregularidades é por falta do Certificado do Conselho Regional de Farmácia (CRF) e da Anvisa, além de alvará da Vigilância Sanitária. Em alguns desses estabelecimentos a fiscalização encontrou medicamentos falsificados e sem origem.

Muitos são trazidos do Paraguai em função da facilidade de se adquirir esses produtos na fronteira. Em Dourados, entre 98 estabelecimentos farmacêuticos, 53 estavam irregulares, ou seja, 49%. Ontem caiu para 51 por causa das duas farmácias se regularizaram esta semana.

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