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Saúde

Uso de drogas potencializa distúrbios de sono, diz psicóloga

08 Abr 2016 - 17h53
Psicóloga Rose Martins. foto: Divulgação - Psicóloga Rose Martins. foto: Divulgação -
O uso de entorpecentes potencializa os distúrbios do sono, problema cada vez mais enfrentado pelos brasileiros. Em Dourados, a psicóloga e professora universitária Rosimeire Martins, diz que os pacientes com a faixa etária entre 15 e 20 anos são os mais atingidos com os distúrbios. Eles representam pelo menos 20% a mais do que as demais faixas etárias.

Entre os casos de adolescentes que utilizam drogas, os pais precisam ficar atentos aos casos de depressão e até mesmo suicídio que podem ocorrer devido a interferência dessas substâncias. "A utilização de cocaína, crack e outras drogas, ilícitas e lícitas agem diretamente sobre os neurônios. As evidências científicas apontam para uma destruição desses neurônios, impossibilitando a transmissão dos sinais elétricos dentro do sistema nervoso central, além de interferir nas emoções como: agressão, sexualidade, dor, sono e humor", destaca.

Segundo a psicóloga, a utilização de estimulantes para manter-se acordado para estudar no período das provas é um grande vilão. "Existem pesquisas que apontam que até mesmo o açúcar encontrado em refrigerantes e outros alimentos podem causar a mudança de comportamento nas pessoas e com isso torná-las mais hiperativas. É o que acontece com as crianças, por exemplo. Os pais precisam ficar atentos a sintomas de depressão e ansiedade, como roer unhas e as olheiras. As vezes o pai não nota, mas o filho passa a noite no computador porque não consegue dormir. Isso gera outros problemas como stress durante o dia, agressividade, entre outros", destaca, observando que entre as crianças, a faixa etária de 4 e 5 anos é a que mais apresenta distúrbios.

A professora explica que dentro da psicologia é possível tratar as razões desses distúrbios em sua essência, mas que antes de tudo o paciente precisa reconhecer que precisa de ajuda profissional. "Muitos procuram o caminho mais fácil que é se medicar contra a insônia ou o sono excessivo, mas isso pode gerar uma dependência ainda maior porque muitos pacientes começam a aumentar a dose por conta própria para garantir os efeitos do início do tratamento. Até mesmo para o uso de fitoterápicos se faz necessária uma avaliação de um profissional. Não dá para sair por ai se auto-medicando", destaca.

Mais de 100 distúrbios do sono e do despertar já foram identificados. Eles podem ser agrupados em quatro categorias principais como a dificuldade de adormecer ou permanecer dormindo, problemas para permanecer acordado, problemas para conseguir manter uma rotina regular de sono e comportamentos incomuns durante o sono.

Os fatores comuns associados à insônia: doença física, depressão, ansiedade ou estresse, ambiente insatisfatório para o sono (p. ex.: com barulho ou luz excessiva), cafeína, álcool ou outras drogas, uso de determinados medicamentos, fumo em excesso, desconforto físico, entre outros.

Programa Vida e Saúde dá dicas de como dormir melhor:

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