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Projeto

Ubiratan quer transformar “lixão” em Parque Ecológico

12 Jul 2016 - 18h58
Presidente do Ubiratan Esporte Clube, Joaquim Soares, avalia a degradação da área. - Crédito: Foto: Leandro ArrudaPresidente do Ubiratan Esporte Clube, Joaquim Soares, avalia a degradação da área. - Crédito: Foto: Leandro Arruda
Uma área de 90 mil metros quadrados no Parque Nova Dourados, que pertence ao Ubiratan Esporte Clube, vem se transformando em eco ponto de galhos e todo tipo de detritos, um "lixão clandestino" onde tudo é depositado irregularmente, todos os dias. O terreno fica próximo a uma área ambiental. Mesmo assim, até resíduos de oficinas mecânicas estão sendo descartados no local.


A diretoria do Ubiratan Esporte Clube já tem um projeto denominado "Centro de Treinamento e Parque Ecológico Leão da Fronteira". O projeto prevê a não retirada de árvores, pelo contrário, tem a meta de recompor cerca de três mil mudas nativas. O projeto também prevê a construção de piscinas, pista de caminhada, campos de futebol e áreas para shows artísticos.


Mas enquanto a obra não inicia, a área particular vai se transformando em lixão clandestino. Inicialmente eram somente galhs de árvores, mas depois foram sendo depositados lixos domésticos e até resíduos de oficinas mecânicas.


O presidente do Clube, Joaquim Soares, conta que o jeito será cercar a área, mas para isso aguarda a liberação da prefeitura para colocar o projeto em prática. Ele explica que o projeto é mais do que um clube e sim um resgate do meio ambiente no local. "Este projeto não é somente do Ubiratan, desejamos que toda a sociedade seja beneficiada, queremos parceria com as universidades, com a UFGD , para que possam desenvolver estudos aqui e também com todas as escolas do município para fazerem visitações neste local que ainda tem como recuperar", disse o presidente Joaquim Soares.


O diretor do Imam, Upiran Gonçalves, esteve na área, quando explicou para alguns carroceiros como eles devem proceder para não cometer crime ambiental. Sebastião Silva Oliveira, Vilmar da Silva e Antônio Diniz afirmaram, ao diretor do Imam, que descartam apenas galhos no local, porque não têm onde jogar. Eles alegam que tudo que precisam é de um área e um triturador. O eco ponto de galhos é considerado muito distante pelos carroceiros que dizem não ter como percorrer muitos quilômetros para não cometer maus tratos contra os animais. O diretor do Imam tentou convence-los a não utilizar o local para jogar nem mesmo os galhos, porém o presidente Joaquim Soares alega que tão logo o projeto Leão da Fronteira seja liberado pela prefeitura a área será toda cercada para iniciar a execução do projeto. "Nossa intenção é mudar totalmente o aspecto deste lugar sem nenhuma despesa para a prefeitura", encerrou Joaquim.


São considerados crimes ambientais, as agressões ao meio ambiente e seus componentes (flora, fauna, recursos naturais, patrimônio cultural) que ultrapassam os limites estabelecidos por lei. Ou ainda, a conduta que ignora normas ambientais legalmente estabelecidas mesmo que não sejam causados danos ao meio ambiente.

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