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Greve

Trabalhadores dos Correios param hoje e professores, dia 2

27 Abr 2016 - 06h00
Uma das reuniões dos professores da Rede Municipal com o prefeito Alcides Bernal e equipe para tratar de reposição salarial. - Crédito: Foto: ArquivoUma das reuniões dos professores da Rede Municipal com o prefeito Alcides Bernal e equipe para tratar de reposição salarial. - Crédito: Foto: Arquivo
Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos confirmaram, em assembleia geral, realizada na noite de segunda-feira, a adesão à paralisação nacional programada para hoje em todo o País. Outra categoria de servidores, os professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande também aprovaram, em assembleia na manhã de ontem, greve por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira, 2 de maio.


A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Mato Grosso do Sul, Elaine Regina Oliveira, afirmou que a paralisação tem como objetivo alertar o governo federal para as reivindicações da categoria e ressaltou que os servidores enfrentam atualmente dificuldades além da questão salarial.


"As condições de trabalho se deterioraram, a empresa apresentou um plano de reestruturação da ECT que vai afetar trabalhadores e usuários, com fechamento de agências, por exemplo. A informação que circula dentro da empresa é que, em MS, serão fechadas mais de 15 agências. Por outro lado, essa reestruturação beneficia as franqueadas num claro avanço rumo à privatização", desabafa Elaine.


Ela destacou também que plano de assistência médica dos trabalhadores decaiu em qualidade e o fundo de pensão, o Postalis, passa hoje por uma crise, fruto de má gestão, com um déficit de RS 2 bilhões que serão repassados para os trabalhadores, causando prejuízo financeiro a quem não é responsável pelos problemas que surgiram.


Outra reivindicação imediata das entidades sindicais nacionais é a realização de concurso público e novas contratações para suprir falta de funcionários.


A paralisação nacional de 24 horas foi deliberada numa reunião do Conselho de Sindicatos da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect).

Professores


Em assembleia realizada na manhã de ontem, no Sindicato Campograndense dos Profissionais da Educação Pública (ACP). Os professores da Rede Municipal de Ensino da Capital aprovaram greve nas escolas do município a partir de segunda-feira, 2 de maio, em protesto contra a decisão do prefeito Alcides de Jesus Peralta Bernal, que ofereceu apenas 9,57% de reajuste salarial para a categoria, escalonado em duas vezes – maio e dezembro - em contraposição à reivindicação de 11,36% para este ano.


A assembleia, que reuniu mais de 300 professores, decidiu também, além a paralisação a partir de segunda-feira, divulgar uma campanha com a frase "Quem não cumpre com a Educação, não merece reeleição", que será estampada em camisetas, faixas e anúncios, com o objetivo de atingir diretamente a figura do prefeito.
A agenda da ACP inclui ainda visitas às escolas municipais de hoje a sexta-feira, com a finalidade de apresentar o resultado da assembleia aos profissionais dos 96 estabelecimentos de ensino da Capital, uma passeata até o Paço Municipal no primeiro dia de paralisação e visita à Câmara de Vereadores, na terça-feira.


O presidente da ACP, Lucílio Souza Nobre explicou que a categoria está apenas reivindicando que o Executivo cumpra a lei do piso para o magistério, já aprovada pelo Congresso Nacional e reclama da falta de resposta do município aos ofícios e pedidos do sindicato e a ausência de acordo nas sucessivas reuniões realizadas entre as partes.


No ano passado, os professores deflagraram uma greve que durou 77 dias e atingiu 95 mil alunos da Rede Municipal, resultando em reposições contínuas e antecipação do início do ano letivo este ano.

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