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Totó, o ‘Moço Câmara’, fez ‘bonito’ na prefeitura

18 Dez 2015 - 11h26
Prefeito Totó inaugura a iluminação da Avenida Marcelino Pires. - Crédito: Foto:  Acervo O PROGRESSOPrefeito Totó inaugura a iluminação da Avenida Marcelino Pires. - Crédito: Foto: Acervo O PROGRESSO
Fátima Frota


João Cândido da Câmara, “o Moço Câmara” ou “prefeito Totó”, administrou Dourados por duas vezes. De 1967 a 1970 e, depois, de 1974 a 1977. Foi na primeira gestão que a cidade iniciou um novo ciclo de prosperidade.


“A primeira e histórica ligação telefônica foi feita pelo prefeito na presença de diversas autoridades, Clubes de Serviços e técnicos da Teleoeste”, registrou O PROGRESSO de 23 de novembro de 1968.


Totó mandou fazer asfalto nas avenidas Marcelino Pires e Weimar Torres, entre outras ruas. A assinatura do contrato para o asfaltamento de vias e logradouros urbanos e construção de meios fios e sarjetas, aconteceu em 28 de julho de 1968. O evento foi bastante concorrido, com a presença de pessoas das áreas sócio- financeiro, político, administrativo e estudantes.


O PROGRESSO noticiou: “Depois de trinta e dois anos, povo douradense assina primeiro documento administrativo de responsabilidade comum” .


Na gestão do “Moço Câmara”, foram criados e instalados postos de saúde na zona rural, sendo a Serraria (hoje Indápolis) e Douradina algumas das localidades beneficiadas. Totó implantou o serviço odontológico móvel rural e o dentista foi Américo Salgado, que usava uma Kombi para percorrer o campo.


No dia 21 de fevereiro de 1968, O PROGRESSO destacou: “Finalmente Dourados ganha um juiz de Direito, Sergio Luiz Penna. A paz se encontrou com a harmonia. Finalmente vamos ter justiça”.


Totó prestou um relevante trabalho social, reconstruiu a Praça Antônio João, recuperou e abriu estradas vicinais no Guassu e Guassuzinho. Na área da educação, João da Câmara ampliou o ensino primário na Vila Vargas, Douradina, Fazenda Mya e Barreirão.


No ano de 1968, O PROGRESSO publicou estatísticas de Dourados. A cidade tinha 125 mil habitantes; 10 mil estudantes no curso primário; três mil no ginasial; mil no colegial. Contava com três escolas oferecendo o ginásio, duas com o curso de normal, duas com científico, uma com técnico de contabilidade e diversas escolas, oferecendo o primário. Havia também cinco estabelecimentos comerciais de ferragens e materiais de construção em geral; nove estabelecimentos bancários; três casas de saúde; quatro cartórios de 1º, 2º, 3º e 4º ofício.


Começava a aumentar o número de profissionais liberais, sendo, 11 farmacêuticos, 16 médicos, 15 advogados, 15 dentistas, 2 químicos e 8 escritórios de contabilidade e, aproximadamente, 1.000 estabelecimentos comerciais.


Já durante a segunda gestão, Totó Câmara desviou o trânsito pesado da Avenida Marcelino Pires para a Rua Monte Alegre e abriu estradas ligando a rodovia estadual Dourados-Maracaju à Estação de Ferro “Ministro Pestana”, em Itahum. O Brasil atinge 107 milhões de habitantes, em 1975.


Com a presença do governador Garcia Neto, foi inaugurada a iluminação ao longo da Avenida Marcelino Pires, com lâmpadas especiais. A cidade ganhou a Agência do INPS – Instituto Nacional da Previdência e Assistência Social e, em 1976, o Mercado Municipal.


O Governo Federal teve grande participação no desenvolvimento da cidade com a instituição do Programa Especial de Desenvolvimento da Grande Dourados (Predominar). O lançamento foi feito pelo então presidente General Ernesto Geisel. Dentre os objetivos do Programa, destaca-se o de “estabelecer uma infraestrutura numa região de 80 mil km² no sul de Mato Grosso, atingindo 22 municípios e mais de 600 mil habitantes”, destacou O PROGRESSO de 13 de abril de 1976.

Bibliografia: Jornal O PROGRESSO de 1968/1975 e 1976

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