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Aquecimento Global

Temperatura sobe quase 1ºC na Grande Dourados

08 Abr 2016 - 06h00
Carlos Fietz acompanha estação climática na Grande Dourados. - Crédito: Foto: Hedio FazanCarlos Fietz acompanha estação climática na Grande Dourados. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
A temperatura na região da grande Dourados tem se elevado ao longo dos anos. Levantamento da Embrapa Agropecuária Oeste, mostra que a média de temperatura subiu 0.9ºC nas últimas três décadas, com aumento de frequência de eventos extremos como fortes chuvas e seca.


O agrometeoroligista e pesquisador Carlos Fietz é um dos responsáveis pela estação Guia Clima da Embrapa em Dourados, que reúne dados climáticos desde 1980. Com base nas estatísticas é possível mensurar que a temperatura na região tem acompanhado o aquecimento global, preocupação de cientistas ao redor do mundo.
Na década de 80, conforme a Embrapa, a média da temperatura na região de Dourados foi de 22.1ºC. Na década de 90 passou para 22.3ºC e de 2000 a 2009 atingiu 23ºC.


Restando quatro anos para fechar a atual década – 2010 a 2019 -, a temperatura média entre 2010 e 2015 ficou em 22.8ºC, devendo ultrapassar a média da década passada.

As médias das temperaturas mínima e máxima nestas três décadas também se alteraram, revelando a presença de dias mais quentes.


A média mínima na década de 80 foi de 17.1ºC; de 17.3ºC na década de 90 e de 17.5ºC na década de 2000. Já a máxima foi de 18.8ºC na década de 80; 29.2ºC na década de 90 e de 29.7ºC entre 2000 e 2009.


O agrometeorologista observou, com base nos dados, a presença de eventos extremos como fortes chuvas e dias mais quentes na região, com temperaturas acima de 33ºC. Na década de 80 Dourados teve 544 dias com temperatura superior a esta marca, sendo superada por 754 dias na década de 90 e de 932 dias na década de 2000. Entre 2010 e 2015 já foram registrados 513 dias com temperaturas acima de 33ºC.


Cientistas ao redor do mundo afirmam em debates que o aumento substancial de temperatura registrado ocorre em parte em razão do El Niño, o afloramento de águas quentes no Pacífico, apesar de a maior parte do fenômeno ser atribuível ao calor extra gerado pelo agravamento do efeito estufa.


A chuvarada que atingiu o sul do Estado de novembro a março, por exemplo, foi reflexo do El Niño. Carlos Fietz diz que a influência do fenômeno perdeu força, devendo se encerrar a partir deste mês de abril.

Aquecimento global


O aumento da temperatura está muito ligada a quantidade de poluentes, principalmente o gás carbônico que é emitido em excesso, por queima de combustível fóssil para a atmosfera, devido a atividade humana, causa uma série de alterações no planeta. Toda essa mudança traz uma série de prejuízos que vão desde a problemas na agricultura até à saúde da população.

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