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Superlotação congestiona leitos do Hospital da Vida

01 Abr 2011 - 04h24
Sem conseguir encaminhar pacientes para outros hospitais, HV enfrenta superlotação - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOSem conseguir encaminhar pacientes para outros hospitais, HV enfrenta superlotação - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Com 100% de ocupação dos leitos, praticamente todos os dias o Hospital da Vida em Dourados enfrenta problemas crônicos para atender a demanda. A informação é do Conselho Municipal de Saúde, que faz um “pente-fino” em todas as unidades de saúde conveniadas ao Sistema Único de Saúde (Sus).

Conforme o presidente do Conselho, João Alves dos Santos, apesar do Hospital da Vida ser uma unidade de atendimento de urgência, acaba desviando sua função para manter internados pacientes que não conseguem atendimento em outras unidades básicas de saúde. “Enquanto isto, pacientes que chegam, muitas vezes precisam ser atendidos de forma improvisada”, disse, alegando que o HV não consegue esvaziar os leitos devido a falta de vagas em outros hospitais.


Em fiscalização na manhã de ontem, o conselho verificou superlotação em todos os setores de atendimento do Hospital. O fato agravou com o capotamento de um ônibus, ontem, próximo a cidade de Rio Brilhante, que matou três pessoas. Outros 15 passageiros foram atendidos no Hospital da Vida.


De acordo com João Alves, o hospital só teve a capacidade para atender a demanda porque estava num diz atípico, ou seja, com um número menor de internações.

O Conselho está fazendo um levantamento sobre aparelhos e serviços prestados no Hospital, desde a verificação do cumprimento de metas de atendimento. Hoje uma das principais reclamações no Hospital é a falta de médicos. Ontem, devido ao acidente, o Conselho decidiu verificar as condições internas do Hospital em outra data a ser marcada.

Quanto a superlotação, a administração do hospital, representada por Orlando Martelli, explica que as internações acontecem porque, com a demanda alta, não se encontram vagas solicitadas em outros hospitais conveniados com este tipo de atendimento. “Diante de uma negativa de solicitação de vaga, preferimos interna-lo aqui.

É melhor do que o paciente voltar para casa e morrer”, destaca. Ele lembra que por mês são 6,5 mil atendimentos.


Segundo Martelli, por causa disso, já houve situações em que o Hospital estava com 32 pacientes internados no Pronto Socorro, quando a capacidade era de apenas 6. “O PS não é local de internação. Mas se não há vagas em outras unidades é a forma que temos para mantê-lo vivo”, alega.

Com o congestionamento de vagas o município pode comprar leitos em hospitais particulares, o que já começa a acontecer por falta de oferta.

Apesar deste tipo de medida de emergência, o Conselho diz que dentre outras, uma das principais falhas está nos postos de saúde da família. Conforme o conselho, precisa haver uma reformulação nos atendimentos para que eles sejam eficazes. “Quando o médico não chega até a família, o paciente procura ajuda no Hospital da Vida, o que congestiona o serviço. Se a política de base for eficiente, os hospitais não lotam”, disse.

O presidente diz que outra medida para tentar atender a demanda dos pacientes seria a ampliação do Hospital da Vida. “Existe um projeto em andamento na Secretaria de Saúde do Estado, mas ele não sai do papel”, alega.

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