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Hospital

Sta. Casa isola um paciente por dia por conta da gripe

04 Jun 2016 - 06h00Por Do Progresso
100 leitos da Santa Casa estão sempre lotados e quando há vaga é rapidamente prenchido. - Crédito: Foto: Divulgação100 leitos da Santa Casa estão sempre lotados e quando há vaga é rapidamente prenchido. - Crédito: Foto: Divulgação
A direção da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora da Santa Casa da Capital, convocou a imprensa na manhã de ontem para explicar a situação da unidade hospitalar em razão do crescimento da procura de pacientes com suspeitas de gripe suína (H1N1), bem como a falta de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender essa demanda.


O diretor técnico da Santa Casa, Mário Madureira, que estava acompanhado da médica infectologista Priscila Alexandrino, informou que diariamente pelo menos um paciente que procura o hospital é isolado em sala improvisada no Pronto Socorro da unidade, para evitar contato com os demais pacientes e a propagação da gripe. De acordo com Madureira, o surto de gripe agravou ainda mais o problema da falta de leitos na unidade, sempre com lotação máxima, principalmente por causa dos pacientes internados com traumas, provenientes de acidentes e outras lesões, deixando muitos à espera no PS.


Os 100 leitos do hospital estão sempre lotados e quando vaga um é rapidamente preenchido por quem está no aguardo, geralmente em situação de maior gravidade. Ontem, segundo Madureira, 16 pacientes da Ortopedia estavam nos corredores aguardando vaga para internação.


No PS, de acordo com os diretores, até a manhã de ontem, estavam internados na UTI três pacientes com gripe, dos quais uma criança e dois adultos e outros dois casos confirmados continuam internados – deixaram a UTI por apresentarem quadro de melhoras – uma menina de oito anos internada no dia 22 passado e outros 13 pacientes continuam aguardando o resultado dos exames, mas recebendo cuidados especiais.


Segundo a infectologista Priscila Alexandrino, a grande quantidade de casos entre abril e maio surpreendeu a direção do hospital, em um período em que a grande preocupação era o crescimento dos casos de dengue. Ela lembrou que a circulação do vírus H1N1 normalmente se intensifica no inverno e que cuidados especiais devem ser realizados pela população para evitar a infestação.


Os diretores também destacaram que a Santa Casa conta com uma estrutura para suportar o aumento de demanda, porém, sugerem que somente os casos de maior gravidade devem ser encaminhados ao hospital e que os que não apresentarem problemas sérios, devem permanecer nas unidades de atenção básica.


Números


Conforme relatório da Secretaria de Estado de Saúde, até a noite de quarta-feira foram registradas 32 mortes por grupe H1N1, o maior número de óbitos até agora durante os primeiros meses de 2016.


O boletim epidemiológico divulgado quinta-feira detalha que duas mortes ocorreram em Bataguassu esta semana e as demais em Campo Grande, Caarapó, Douradina, Jardim e Naviraí. As outras mortes pela gripe aconteceram, desde o início do ano, em Aquidauana, Corumbá, Coxim, Ivinhema, Juti, Maracaju, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas.


No relatório constam ainda a realização de 1.096 exames pelo Laboratório Central (Lacen), dos quais confirmados 422 casos em pacientes de todo o Estado, entre eles 114 casos somente na Capital e 615 pacientes ainda aguardavam, até ontem, o resultado dos exames.

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