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Sindicato Rural cobra respeito à propriedade

17 Jun 2016 - 06h00
Presidente do Sindicato cobra solução para o conflito em Caarapó. - Crédito: Foto: Marcos RibeiroPresidente do Sindicato cobra solução para o conflito em Caarapó. - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
A diretoria do Sindicato Rural de Dourados se reuniu ontem para cobrar respeito à propriedade no episódio em que grupos de índios da aldeia Te’yikuê, de Caarapó, invadiram uma propriedade particular. Os diretores lamentam que a situação tenha chegado a tal ponto e reforçaram a solidariedade ao Sindicato Rural de Caarapó na defesa do direito de propriedade.


O presidente do Sindicato Rural, Lúcio Damália, disse que o setor produtivo está preocupado com o conflito em Caarapó, envolvendo indígenas e a Polícia Militar do Estado, além de ameaçar a tranquilidade dos proprietários de áreas vizinhos à aldeia. Ele ressalta que ao invadir as propriedades particulares, incentivados por organismos que nada têm a ver com a questão indígena, os índios acabam provocando o conflito para culpar os produtores rurais.


Para o Sindicato Rural de Dourados, o episódio está sendo desvirtuado por parte da mídia, sobretudo a nacional e internacional que falam em violência contra os povos indígenas, mas ignoram os ataques sofridos pelos produtores, pelas forças de segurança e até por homens do Corpo de Bombeiros. "Não podemos entender como normal o episódio onde os índios fizerem agentes da lei reféns e torturaram esses homens, além de colocar fogo em viaturas e ameaçar matar os policiais", alerta Lúcio Damália.


Os produtores reclamam que os conflitos registrados na região estão se radicalizando em virtude da ausência de providências já prometidas e não cumpridas reiteradas vezes pelo Governo Federal, especificamente pelo Ministério da Justiça. "Agora com esse novo episódio, o governo federal vai anunciar mais uma série de medidas que nunca saem do papel e a instabilidade segue tirando a paz de quem planta e cria em todo Sul do nosso Estado", observa Damália.


Ele lamenta que o Mato Grosso do Sul tenha assistido mais um capítulo da cansativa novela em torno da questão fundiária no Estado a partir do momento em que os povos indígenas acreditaram que poderiam retomar na força a terra que eles julgam lhes pertencer por ocupações pretéritas. Lúcio Damália defende que a solução definitiva para esta onda de violência e instabilidade jurídica seja dada pelo Poder Judiciário, que é quem tem que fazer cumprir a lei.


Segundo o presidente do Sindicato Rural de Dourados, a violência instalada em Caarapó deve ser debitada na conta das ONGs que exploram a causa indígena, das pessoas que manipulam os povos indígenas e dos governantes que nada fazem para solucionar essa grave crise fundiária.


"As autoridades constituídas fazem ouvidos moucos para essa problemática, fator que acaba servindo como incentivo para novas invasões de áreas particulares em vários municípios de Mato Grosso do Sul, agravando ainda mais a insegurança jurídica e o clima de tensão em todo o Estado", finaliza Lúcio Damália.

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