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Sindicalistas de MS criticam mínimo de R$ 880 em vigor

04 Jan 2016 - 10h06
Salário mínimo não cobre os gastos dos trabalhadores, criticam os sindicalistas. - Crédito: Foto: DivulgaçãoSalário mínimo não cobre os gastos dos trabalhadores, criticam os sindicalistas. - Crédito: Foto: Divulgação
O novo salário mínimo, de R$ 880, valor de R$ 92 a mais do que o anterior de R$ 788, está longe do ideal para o qual foi criado em 1936: proporcionar a remuneração mínima devida ao trabalhador, para satisfazer suas necessidades de alimentação, vestuário, habitação, higiene e transporte. O ideal, na opinião de sindicalistas de Mato Grosso do Sul, seria um mínimo em torno de R$ 3 mil, como apontam os estudos do Dieese.


“Precisamos fazer essas duas análises sobre o salário mínimo. Uma coisa é a realidade da economia brasileira, que permite, com um baita impacto nas contas públicas em 2016, em torno de R$ 30,2 bilhões e outra, que aponta para um mínimo ideal para proporcionar dignidade ao trabalhador, que seria em torno de R$ 3 mil”, afirma Idelmar da Mota Lima, coordenador da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul e presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande-SECG.


Pedro Lima, presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS e presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados – Secod, também tem a mesma visão, de que o Brasil precisa, de uma vez por todas, avançar economicamente e tornar uma potência e pagar melhor a classe trabalhadora. “Se analisarmos esse novo valor do mínimo, de R$ 880, concluiremos que ele não cobre o mínimo necessário para a sobrevivência de uma família. Está muito longe do ideal. Concordo com os estudos do organismos como o Dieese e Diap, que apontam um mínimo ideal superior a R$ 3 mil”, afirma.


Lima diz também que reconhece que na atual conjuntura isso não é possível. Mas, bem administrado, o Brasil pode avançar com sua economia e até superar esses números. Ele lembra ao trabalhador que este é um ano eleitoral e que as pessoas precisam se conscientizar melhor sobre a importância que todos temos na escolha dos nossos representantes políticos. “Não podemos continuarmos errando na escolha de presidentes da república, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores”, afirma.


José Lucas da Silva, presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, também não recebe bem o novo mínimo de R$ 880. Para ele, para a atual conjuntura, repõe as perdas da inflação, mas está muito longe do ideal para proporcionar dignidade ao trabalhador brasileiro. O sindicalista também entende que o ideal seria um valor em torno de R$ 3 mil.

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