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Servidores do Judiciário páram amanhã

11 Abr 2011 - 18h58
Campo Grande – O presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça de Mato Grosso do Sul (Sindjus), Dionízio Gomes Avalhaes, anunciou ontem que a categoria irá cruzar os braços nesta quarta-feira para pressionar uma negociação salarial, além de outras questões referentes ao trabalho.

O Poder Judiciário do Estado conta com cerca de 3,2 mil servidores, conforme informou o presidente do Sindjus. Segundo ele, três pontos principais marcam as reivindicações da categoria. “O primeiro é a correção salarial”, afirma o sindicalista.

De acordo com o dirigente, o aumento de 6% concedido este ano ficou aquém daquilo que teria sido “perdido durante vários anos”. “Não cobre bem a inflação do período”, afirmou.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Luiz Carlos Santini, afirmou, recentemente, que em caso de greve, o servidor que aderir terá o ponto cortado.

Para ele, o aumento concedido foi o que era possível para o momento diante da situação financeira do TJ/MS. De acordo com o presidente, o reajuste deveria ocorrer apenas no mês de maio, mas foi adiantado.

O presidente do Sindjus afirmou que a categoria vai ficar em \"estado de greve\", o que significa que uma paralisação por tempo indeterminado pode ocorrer a qualquer momento.

Ele reclama que recentemente houve reajuste salarial no Congresso de 61,8% e que logo será aprovado o Projeto de Lei que aumenta em 14,1% o salário dos ministros do STF. “Esse aumento tem o efeito cascata que vai ser estendido a toda a magistratura do País”, afirmou.

O sindicalista reclama da disparidade salarial com os servidores do Judiciário e argumenta que o fato tem causado a rotatividade do servidor.
“Isso porque o salário não compensa. Os servidores ficam doentes e se aposentam precocemente por invalidez”, afirma Gomes lembrando que pela falta de funcionários, há sobrecarga de outros.

O segundo ponto elencado pelo sindicalista é o horário estabelecido pelo Tribunal de Justiça para o expediente das 9h às 18h. “Temos a proposta para atendimento de doze horas dividido em dois turnos de seis horas cada. Isso para melhorar também o atendimento ao público”, enfatizou.

Gomes afirma que o terceiro ponto de reivindicação da categoria é o estabelecimento de um estatuto único para a categoria através da chamada PEC 190/07. O fato iria determinar o estatuto unificado com procedimentos padronizados. “O Conselho Nacional da Justiça (CNJ) tem tentado resolver a questão, mas tem sofrido por conta das forças políticas que barram”, salientou.

#####PARALISAÇÃO
A paralisação marcada para esta quarta-feira será geral em todo Mato Grosso do Sul, mas os setores considerados essenciais como a distribuição de processos e cumprimento de mandados essenciais e urgentes de prisão, serão mantidos.

Servidores do interior do Estado irão participar de um manifesto na quarta-feira começando em frente ao juizado central às 11h. Depois o grupo segue para o Fórum e às 13h estarão em frente Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Até agora 100 servidores do interior confirmaram presença, mas o número deve ser maior ainda no fim do dia.

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