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Sem contrato, hospitais pedem R$ 4 mi para continuar atendendo

04 Jul 2016 - 17h06Por Do Progresso
Hospital da Vida precisa de cerca de R$ 1.7 milhão - Hospital da Vida precisa de cerca de R$ 1.7 milhão -
Hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde, estão pedindo juntos, R$ 4 milhões por mês para continuar atendendo Dourados e outros 33 municípios. A informação é do secretário de Saúde Sebastião Nogueira. Segundo ele tanto o Hospital Universitário quanto o Hospital Evangélico pedem aporte de recursos para renovar os contratos com Prefeitura, que no caso do HU está vencido desde março deste ano. Conforme o secretário, o subfinanciamento da saúde está fazendo com que os hospitais tenham prejuízo em manter os serviços com os mesmos valores que não são reajustados há dois anos.


Segundo Sebastião, o HU precisa de um aporte de R$ 800 mil por mês, enquanto o Evangélico pede R$ 1,5 milhão. O Hospital da Vida precisa de R$ 2 milhões ao mês para atender a demanda. Segundo Sebastião, sem o contrato, os hospitais podem suspender serviços, a exemplo do que já vem acontecendo no HU, que esta semana cancelou procedimentos de cabeça e pescoço e limitou cirurgias gerais e de neurologia.


Para o secretário, se não houver este aporte de recursos, não haverá outra saída a não ser devolver ao estado a gestão plena o que deixa de ter obrigação de receber e aplicar recursos para atender os 34 municípios da região. Além disso, Estado e União terão que custear hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na alta e média complexidade como Hospital da Vida, Hospital universitário e Hospital Evangélico. O município atenderia apenas os serviços básicos.

#### AUDIÊNCIA

Para evitar que a Prefeitura de Dourados deixe de atender os municípios da região, o Conselho Municipal de Saúde marcou uma reunião extraordinária no próximo dia 08, às 14h. Estão convocados os representantes de hospitais de Dourados, o secretário de Saúde do Estado Nelson Tavares e o secretário municipal Sebastião Nogueira. De acordo com a presidente do Conselho Berenice de Oliveira Machado Souza, o objetivo é discutir propostas para evitar o fim da gestão plena em Dourados. "Nós vamos cobrar que o Estado invista maior aporte de recursos em Dourados. Hoje nossa cidade atende quase metade dos municípios e recebe apenas R$ 2 milhões do total de R$ 60 milhões que o Estado destina para a Saúde. É muito pouco. Vamos pedir para que haja um comprometimento do Estado em destinar mais investimentos para a nossa cidade e evitar um colapso", destaca.

#### EM RISCO

Sem conseguir renovar contratos, serviços importantes como o da maternidade no HU e os de alta complexidade como oncologia, nefrologia, cardiologia, no HE ficam ameaçados, segundo sebastião Nogueira.

#### DESISTÊNCIA

A carta-renúncia da Gestão plena foi protocolada pelo secretário de Saúde Sebastião Nogueira no último dia 14 na comissão regional de gestores de saúde e homologada na comissão estadual. O documento pede a desabilitacão do município de Dourados junto ao Ministério da Saúde desistindo assim da prestação de serviços para os municípios da região.
Segundo Sebastião, o pedido já foi feito e na próxima reunião, que poderá ocorrer neste mês, poderá ser aprovado. Nogueira diz que tem esperança do Estado sinalizar investimentos para a Saúde de Dourados em reunião com o Conselho de Saúde.

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