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Segurança na Vila ainda é incógnita

11 Mai 2011 - 22h05
Capitão Renato de Souza quer segurança urgente nas aldeias e Vila Olímpica - Crédito: Foto: Hedio Fazan/PROGRESSOCapitão Renato de Souza quer segurança urgente nas aldeias e Vila Olímpica - Crédito: Foto: Hedio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS - A segurança na Vila Olímpica de Dourados, inaugurada esta semana, é uma incógnita. A falta de informação sobre quem vai administrar e oferecer meios para que o projeto funcione, preocupa a comunidade. O líder indígena da etnia guarani, capitão Renato de Souza, diz que o temor é de que a obra, construída para levar lazer e esporte à comunidade, se torne ponto de prostituição e drogas, problemas que afetam a Reserva.

Renato diz que o projeto foi esperado pela comunidade com grandes expectativas. “Em 2005 quando houve surto de desnutrição nas aldeias, o anúncio da obra trouxe esperança para a comunidade. Mas estamos com medo que o sonho se torne em pesadelo”, disse.

O PROGRESSO entrou em contato com a assessoria do deputado Geraldo Resende, autor das emendas federais que possibilitaram a construção da Vila Olímpica, e foi informada que toda a obra no perímetro urbano é de responsabilidade do município. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que por ser área da União, não poderia disponibilizar de segurança no local. A mesma alegação foi dada pelo governador do Estado, André Puccinelli, durante inauguração da obra. Alegou que a Funai não autorizava a entrada da Polícia do Estado na Reserva. A Funai rebateu as alegações, disse que nunca negou o policiamento na aldeia e anunciou uma reunião, no próximo dia 16 para tratar do assunto.


VILA OLÍMPICA

O projeto da Vila Olímpica foi iniciado em 2008 e teve investimentos de R$ 1,6 milhão, somando emenda da Comissão de Desporto (proposta pelo deputado Geraldo Resende) no valor de R$ 750 mil e emendas individuais de R$ 400 mil, de autoria de Geraldo, e R$ 300 mil do ex-deputado, Fernando Gabeira (PV/RJ), além de contrapartidas da Prefeitura (183 mil) e do governo do Estado (R$ 80 mil).

A obra foi construída em área de 29 mil metros quadrados, na divisa das aldeias Jaguapiru e Bororó, dentro da Reserva Indígena de Dourados. O complexo dispõe de Ginásio poliesportivo coberto com equipamentos para a prática de vôlei, futsal, basquete e handebol, além de arquibancada, banheiros e tribuna de honra para autoridades. Sua cobertura metálica possui traçado que assemelha-se ao formato de uma oca.


Há ainda parque Infantil em espaço circular, com balanços e escorregadores, numa estrutura que simula, no andar superior, uma sala de aula, com mesa e cadeiras. Há também dois campos de futebol e prédio administrativo.

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