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Samu só tem 50% da frota para socorro

05 Abr 2011 - 04h06
Ambulância do Samu está quebrada em oficina mecânica de Dourados - Crédito: Foto : Hédio Fazan/PROGRESSOAmbulância do Samu está quebrada em oficina mecânica de Dourados - Crédito: Foto : Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Dourados está perto de entrar em colapso. O serviço, implantado para salvar vidas, está com 50% da frota veículos sucateada. Das seis ambulâncias, três estão paradas há meses em oficinas mecânicas de Dourados.

A primeira precisa de um orçamento de R$ 50 mil para ser consertada. Outras duas ambulâncias pedem investimentos na ordem de R$ 7 mil e R$ 5 mil respectivamente. A informação é do Conselho Municipal de Saúde, que esteve ontem pela manhã na sede do Samu. Conforme o conselheiro Nelson Salazar uma autorização da prefeitura poderá liberar estes veículos que hoje estão em oficinas mecânicas.


Com metade da frota comprometida, o pessoal do Samu precisa “rezar” para não acontecer uma tragédia em Dourados. Isto porque até mesmo a ambulância que deve ficar guardada para reforçar a tropa em situações de emergência, precisa de reparos urgentes. O Samu de Dourados também enfrenta problemas de falta de funcionários. De acordo com o conselho, foram localizadas duas motocicletas (motolâncias) que não estão nas ruas por falta de servidores. “Um dos veículos nem mesmo documentação tem”, diz Nelson Salazar.

Segundo ele, há profissionais capacitados para utilizar o recurso, mas eles estão trabalhando nas ambulâncias. “Com as motocicletas, o técnico de enfermagem tem como se deslocar com precisão, diagnosticar e resolver muitos casos que não precisa deslocamento de viatura”, diz.

Devido à falta de funcionários, o projeto Samuzinho parou ou nem mesmo saiu do papel. “Era um trabalho nas escolas de orientação sobre o que é e como funciona o Samu. Quais as informações necessárias que elas devem prestar ao Samu quando alguém precisa de ajuda e a conscientização sobre os problemas causados pelos trotes, que tanto atrapalham”, lembra.

Hoje o Samu conta com quatro técnicos de enfermagem para uma população de quase 200 mil habitantes. De acordo com Salazar, o ideal é que este número fosse no mínimo dobrado. “O problema só não é pior porque os funcionários do Samu são esforçados. Toda a equipe faz tudo o que pode para melhor atender a comunidade”, disse.

Hoje o repasse mensal para manter o Samu é de R$ 71 mil de recursos federais, mais contrapartida do governo do Estado e da prefeitura, que gerencia o serviço.

Outro problema no Samu constatado pelo Conselho é a falta de materiais básicos. “Já existem solicitações na secretaria de saúde para talas, tirantes, colar cervical, mascaras, material de oxigênio, reanimadores, entre outros desde 2009”, lembra.

Um outro ponto de ‘estrangulamento’ é que a Central não é informatizada, condição necessária para a escuta 24h com orientadores e integração de trabalhos que permitem estatísticas mais eficazes sobre os serviços prestados.

O Samu também não tem um posto de lava-rapido. De acordo com o Conselho, apesar de todo o trabalho de esterilização, todos os resíduos infectantes vão para valas comuns dos postos de combustíveis durante as lavagens.
Apesar dos problemas, o Samu faz mais de 1 mil deslocamentos de viaturas por mês em Dourados. Só de atendimentos, via telefone, os números passam de 4 mil.


#####OUTRO LADO
A secretária de Saúde Silvia Bosso, disse ao O PROGRESSO que antes da vistoria do Conselho já havia marcado uma reunião com a administração municipal para levantar os problemas do SAMU e demais entraves à Saúde Pública que foram “herdados” pela atual administração municipal. Segundo ela, uma das propostas é dar prioridade a todos as questões de saúde pública, o que inclui a manutenção das ambulâncias de forma urgente e sem filas.

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