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Rio transborda e compromete abastecimento

11 Dez 2015 - 07h00
Cheia do Rio Dourados superou desta vez o recorde de 4,7 metros registrado há 20 anos. - Crédito: Foto: Hedio FazanCheia do Rio Dourados superou desta vez o recorde de 4,7 metros registrado há 20 anos. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
A forte chuva que atinge várias cidades do sul do Estado deixou parte de Dourados sem água na tarde de ontem. Com o nível a 5,8 metros acima do normal, o Rio Dourados teve o sistema de captação de água desligado no final da manhã, porém religado no meio da tarde. A cheia do rio fez a água invadir a estação da Sanesul, concessionária responsável pelo abastecimento no Estado, e, para não atingir o circuito elétrico da estação, o sistema de captação teve de ser interrompido. A aguaceira também chegou a invadir propriedades rurais.


O alerta que os equipamentos poderiam ser desligado foi emitido no início da noite de anteontem. Como de lá para cá o tempo foi chuvoso, a água do Rio Dourados subiu ainda mais e invadiu a sede da concessionária. Essa é a primeira vez que a água chega até a estação, construída há pouco mais de três décadas.


Por medida de segurança, a equipe técnica da Sanesul colocou barreiras de contenção para evitar que o rio Dourados subisse a ponto de encobrir o sistema de captação de água. As medidas foram eficazes e funcionarão se o nível subir até o limite de mais 40 centímetros. Caso contrário o sistema volta a ser desligado. Apesar de as medidas tomadas terem sido consideradas eficazes, evitando o desabastecimento, a Sanesul pede à população o racionamento de água caso o nível do rio Dourados suba mais. Cerca de 48% do abastecimento de Dourados é realizado através da captação da água do rio Dourados e outros 52% por 15 poços subterrâneos espalhados pela cidade. Desta vez, a cheia superou o recorde de 4,7 metros registrado há 20 anos.

Emergência


Mais dois municípios - Jardim e Bela Vista -decretaram anteontem situação de calamidade e agora o número de cidades que está em emergência chega a 18 em Mato Grosso do Sul. Do total, 14 já foram reconhecidas pelo governo do estado: Tacuru, Naviraí, Itaquiraí, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Amambai, Iguatemi, Sete Quedas, Paranhos, Caarapó, Juti, Novo Horizonte do Sul, Japorã e Eldorado. Campo Grande e Deodápolis decretaram emergência sem a intermediação da Defesa Civil, porém ainda não tiveram confirmação.


Na terça-feira, o governador Reinaldo Azambuja e o ministro de Integração Nacional, Gilberto Occhi, realizaram sobrevoos para verificar os estragos causados pelas fortes chuvas. Occhi prometeu ajuda, mas não garantiu recursos federais. Pelo menos 47 pontes foram destruídas com as chuvas e alguns municípios estão quase isolados como Coronel Sapucaia, município que também está sem água. O rio que abastece a cidade está cheio de lama e galhos de árvores, prejudicando o abastecimento. Não há cálculos precisos, mas estima-se que seria necessário ao menos R$ 30 milhões para recuperar os estragos em todo o Estado.


Na tentativa de conseguir recursos, Reinaldo Azambuja participou anteontem de uma reunião, em Brasília, com o secretário nacional de Defesa Civil, Adrian Pereira Júnior, para dar continuidade na busca de uma solução emergencial para a recuperação de todos os municípios da região sul. Ficou definido que, até hoje, a Defesa Civil encaminharia para a secretaria nacional de Defesa Civil o levantamento dos estragos, e a partir daí todos os esforços seriam feitos para a liberação de recursos aos municípios afetados pela chuva.

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