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Responsável pelo Sisfron: 14ª Companhia tem novo comandante

01 Dez 2015 - 09h08
Major Plácio assume unidade no lugar de Major Sérgio que esteve à frente da  14ª Cia no último biênio. - Crédito: Foto: Hedio FazanMajor Plácio assume unidade no lugar de Major Sérgio que esteve à frente da 14ª Cia no último biênio. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
A 14ª Companhia de Comunicações Mecanizada (Cia Com) trocou ontem de comando. Após dois anos, o major Sérgio Ricardo Martins Rosa deixa a unidade e assume em seu lugar o major Plácido Garcia Travassos dos Santos, até então subcomandante da Cia Com. A troca de comando foi realizada na presença de civis, militares e seus familiares.

Responsável por instalar, explorar e manter o sistema de comando e controle da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (4ª Bda. C. Mec.), proporcionando as comunicações no âmbito da Brigada, a Cia Com é encarregada, ainda, de gerenciar e operacionalizar a implantação do Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), mais importante projeto de monitoramento de fronteira que vem sendo empregado em Dourados.

À frente da unidade no último biênio, major Sérgio foi responsável em transformar a tecnologia que vem sendo empregado na Cia Com, por meio do Sisfron, em conhecimento, junto aos demais integrantes da Companhia, graças a um projeto instalado por ele dentro da unidade e que hoje é modelo nas demais brigadas no país. “Major Sérgio é exemplo de liderança, comprometimento e persistência”, destacou o general da 4ª Brigada Rui Matsuda, ao discursar durante solenidade na manhã de ontem.

Travassos assume a Companhia com expectativa de dar continuidade ao trabalho de Sérgio, embora o Sisfron tenha sido atingido em cheio pelo governo federal no corte de gastos. “Sabemos da importância da Cia Com na implantação do projeto piloto do Sisfron e queremos fazer o melhor trabalho para efetivar esse projeto”, disse Travassos ao O PROGRESSO.

Em andamento

O corte de despesas no orçamento do Ministério da Defesa, que perdeu R$ 5,617 bilhões para 2015, 24,8% a menos do previsto na lei orçamentária, fez com que o Sisfron deixasse de receber recursos ao longo deste ano, principalmente no segundo semestre. O sistema vem sendo integrado e implantado pela Savis Tecnologia e Sistemas, empresa que pertence ao grupo Embraer Defesa & Segurança.

Concebido em 2008, o Sisfron previa investimento de R$ 1 bilhão por ano ao longo de ao menos 11 anos para monitorar 16.886 quilômetros de fronteiras do Brasil, que une o país a 10 países vizinhos. A Savis assinou contrato para implantar a primeira fase do sistema nos 650 quilômetros de fronteira terrestre na faixa que acompanha os Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O valor dos recursos é de R$ 1 bilhão. Porém, a quantia foi reduzida para R$ 285 milhões neste ano, corte de 42,42%.

O general Rui Matsuda, responsável pelo projeto-piloto, diz que não há previsão de retomada de recursos para dar continuidade aos investimentos no Sisfron. Mesmo assim, ele afirma que o projeto está em andamento, com os cerca de 50% de material já empregado na Brigada em Dourados.

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