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Vegetação

Queimadas triplicam na região da Grande Dourados

06 Jul 2016 - 18h54
Vegetação seca às margens da BR-163,  na entrada do Dioclécio Artuzi, pegou fogo  em Dourados. - Crédito: Foto: Hedio FazanVegetação seca às margens da BR-163, na entrada do Dioclécio Artuzi, pegou fogo em Dourados. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
O tempo seco e a falta de chuva têm favorecido o surgimento de queimadas em várias regiões de Dourados. Segundo o Corpo de Bombeiros, de janeiro a junho deste ano, 144 ocorrências foram registradas no município, o triplo do ano passado, com 57 chamadas. A maioria ocorre na área urbana. O mês de julho começou com o tempo seco, ensolarado e umidade relativa do ar em 30%, combinação propicia para a propagação de incêndio. Com isso o número de chamados no Corpo de Bombeiros multiplicou e a tendência é se agravar nas próximas semanas. "Precisamos de conscientização da população, pois estamos num período crítico do ano", alerta o comandante dos Bombeiros em Dourados, Flávio Pereira Guimarães.


A maioria dos chamados, segundo o comandante, são para ocorrências em terrenos baldios, muitos deles com vegetação seca. Para acabar com o matagal, donos de terrenos têm colocado veneno na vegetação e ateado fogo, o que é proibido por lei. "Se constatarmos esse tipo de ocorrência damos voz de prisão ao infrator e o encaminhamos à delegacia", informa.


No início da semana, os bombeiros foram acionados para atender a um incêndio às margens da BR-463, ao lado do conjunto Dioclécio Artuzi. Uma grande área com vegetação seca e pegou fogo. A fuligem invadiu residências e moradores de um condomínio vizinho ajudaram no combate ao fogo.


O Corpo de Bombeiros em Dourados tem duas viaturas de combate a incêndio para atender Dourados, Itaporã, Douradina e Laguna Carapã, mas é em Dourados que a maioria das ocorrências são registradas. "Atendemos pedidos onde há perigo do fogo propagar em edificações", diz o comandante. A partir desse mês, até setembro, é o período mais críticos do ano. Mas é agosto que a corporação bate recorde ao receber 40 chamados por dia, porém nem todas são atendidos.

Incêndio provocado


Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo provocado pelas pessoas é a causa mais frequente dos focos de incêndio em vegetações, terrenos baldios e pastagens. Comumente, a população utiliza o fogo para limpeza de terrenos. Como agravante, em muitos casos, o incêndio é usado por aqueles que têm interesse em limpar determinada área para construir ou evitar multas.


O fato que muitos desconhecem é que incendiar terrenos baldios e pastagens é crime, conforme a Lei Federal 9.605/98. Quem for pego colocando fogo pode ser preso por até quatro anos, além de pagar multa. A população pode denunciar à polícia quem ateia fogo na vegetação. O Corpo de Bombeiro deve ser acionado pelo telefone 193 para acabar com as chamas.

Cuidados


Em tempos de estiagem, o calor extremo e baixa umidade relativa do ar contribuem para aumentar a quantidade de incêndio. Entretanto, as queimadas podem ser evitadas com pequenas atitudes diárias. Como medida preventiva aos incêndios, o comandante Flávio Magalhães orienta não jogar bitucas do veículo quando trafegar em rodovias, capinar terrenos sem uso do fogo e não jogar lixo pelas ruas e terrenos. As latas de metal, os cacos e garrafas de vidro podem se aquecer ao sol e acabar dando origem às queimadas.

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