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Educação

Protesto da Educação reúne milhares em passeata na Capital

17 Ago 2016 - 08h58
Manifestantes da educação durante protesto pelas ruas da Capital. - Crédito: Foto: DivulgaçãoManifestantes da educação durante protesto pelas ruas da Capital. - Crédito: Foto: Divulgação
Educadores da Capital e várias cidades do Estado participaram, no final da manhã de ontem, de uma manifestação com passeata pelas principais ruas do centro da cidade contra a aprovação do Projeto de Lei 257 (PL), que trata da renegociação das dívidas dos estados para com a União e da Proposta de Emenda à Constituição 241 (PEC) que, segundo as entidades que organizaram o protesto, prejudicam os profissionais do setor.

A manifestação, organizada pela Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) e Central Única dos Trabalhadores (CUT), também programou um almoço coletivo e participação em uma audiência pública à tarde na Assembleia Legislativa do Estado, com a mesma finalidade.

De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Botarelli, a manifestação, realizada em âmbito nacional, por um dia, reuniu sindicalistas e trabalhadores de Campo Grande e de outras cidades do Estado, como Douradina, Dourados, Ladário, Nova Alvorada do Sul, Rio Verde e Sidrolândia, que chegaram de ônibus logo pela manhã para se integrar ao público na Capital.

Botarelli também explicou que a manifestação paralisou 97% das escolas no Estado e 50% das escolas municipais e que confirmou que as aulas serão repostas no sábado. Ele classificou como justo o protesto contra os projetos que tramitam no Congresso Nacional e prevêem cortes de gastos e congelamento de salários, caso passe a renegociação com os estados.

O presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Lucilio Souza Nobre, afirmou que o protesto é um recado para o Congresso Nacional, para que as conquistas da classe sejam mantidas. "Não estamos contra a renegociação da dívida dos estados, mas não aceitaremos a supressão de direitos que adquirimos nos últimos anos", destacou.

A concentração dos manifestantes aconteceu na Praça do Rádio, no centro da Capital e a passeada, que começou por volta de 10h15, percorreu parte da Avenida Afonso Pena, passou pela rua 14 de Julho, até a rua Antônio Maria Coelho, seguiu pela rua 13 de Maio e chegou à rua Barão do Rio Branco, onde foi o ponto de partida na praça.

Caso os direitos dos profissionais em educação sejam prejudicados pelo PL 257 ou PEC 241, segundo o presidente da Fetems, a paralisação da categoria poderá ser de uma greve geral no futuro.
Os manifestantes também se posicionaram contra a privatização das escolas públicas, que passariam a ser administradas por organizações sociais, com a terceirização dos professores, sem concurso público e sem vínculo com o empregador e sem garantias trabalhistas. "Também concordo que direitos adquiridos não podem ser suprimidos", concluiu o presidente da Fetems.

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