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Prefeitura alerta que quintais limpos previnem leishmaniose

08 Mar 2016 - 06h00
Quintal sujo também traz problemas com a leishmaniose. - Crédito: Foto: AssecomQuintal sujo também traz problemas com a leishmaniose. - Crédito: Foto: Assecom
Além de combater o Aedes aegypti, manter os quintais limpos é uma ação de prevenção contra outro mosquito, o flebotomíneo responsável pela transmissão da leishmaniose. A Prefeitura de Dourados tem aproveitado os mutirões de combate ao Aedes para o combate a essa outra doença que pode atingir tanto animais quanto humanos.


"A prevenção é bastante parecida com a feita para o combate ao Aedes, o morador precisa deixar o quintal livre de lixo, mato, entulhos. Então aproveitamos essa visita às casas e já alertamos sobre a leishmaniose", explica a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Rosana Alexandre da Silva.


O flebotomíneo é atraído por lixo jogado principalmente em local sombreado. Ele se reproduz ainda em material orgânico em decomposição, ou seja, inclusive naquelas frutas que costumam cair das árvores do quintal.


O proprietário de imóvel que não mantiver a estrutura limpa e adequada, pode ser punido pela "Lei da Dengue e da Febre Amarela" (Lei nº 2.850). Essa é voltada ao combate ao Aedes, no entanto, quando os quintais são mantidos limpos, também acabam espantando o flebotomíneo.


Em todo ano de 2015, foram realizadas 2.472 coletas de sangue em animais para verificar se estavam com leishmaniose. Desses foram 550 casos positivos para a doença. Já este ano até agora, foram 380 notificações e 42 positivos.


O protocolo estabelecido hoje pelo Ministério da Saúde para animais com leishmaniose é a eutanásia e o CCZ precisa cumprir as diretrizes. O procedimento é realizado no próprio Centro, quando há entrega do animal ao órgão.


A coordenadora alerta que o CCZ não força o dono a entregar o animal doente. "A gente orienta e conscientiza de que o animal é um reservatório da leishmaniose e que pode ser picado pelo mosquito, que passará a transmitir para outros animais ou humanos", explica. Em 2015, foram notificados seis casos suspeitos de leishmaniose visceral em humanos, sendo que destes três foram positivos. Este ano um caso já foi notificado também e aguarda resultado do exame para que seja confirmado ou descartado.


O secretário de Saúde, Sebastião Nogueira, lembra que a prefeitura tem feito sua parte e que se cada cidadão cuidar do próprio quintal, fazer higienização correta e denunciar mesmo anonimamente quem está em desconformidade , uma série de doenças podem ser evitadas. "Se todo mundo se sentir responsável e fizer sua parte, nós podemos evitar que pessoas fiquem doentes ou até mesmo evitar a perda desses animais", diz. As denúncias podem ser feitas diretamente ao CCZ, através do 3411-7153. A identidade de quem faz a queixa é mantida anônima.

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