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Preço do material escolar está 10% mais caro em 2016

05 Jan 2016 - 10h09
Mesmo com o aumento nos preços dos materiais, o movimento nas papelarias já é constante. - Crédito: Foto: Hedio FazanMesmo com o aumento nos preços dos materiais, o movimento nas papelarias já é constante. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
O ano novo começa com uma supresa que não irá agradar os consumidores. O preço do material escolar pode chegar até 10% mais caro às prateleiras da livrarias e, por consequência, aos bolsos dos trabalhadores. A estimativa é da Associação Brasileira dos Fabricantes e importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), que aponta alguns fatores determinantes ao reajuste, como a tributação excessiva, a desvalorização do real e o aumento dos insumos e da mão-de-obra.


“Por conta da desvalorização do real, do aumento dos insumos e da mão de obra, os artigos de papelaria estão mais caros. Os produtos fabricados no país, como caneta, borracha e massa escolar podem ter um aumento de até 12% e os produtos importados, como mochilas, lancheiras e estojos terão aumento entre 20% e 30%”, explica Rubens Passos, presidente da ABFIAE.


A tributação excessiva também é uma das grandes vilãs e impacta profundamente no valor dos produtos escolares. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou que esses artigos são taxados em até 47%, como no caso das canetas. Itens como apontador e a borracha escolar têm alíquota de 43%; caderno universitário e lápis, 35%.


Na avaliação do empresário Marcelo Serapião, um dos proprietários da Papelaria Mil Coisas, esse aumento não surgiu da noite para o dia. Segundo ele, ao longo do ano, o setor já vem sofrendo contantes reajustes por conta do cenário econômico nacional.

Apesar do reajuste, Marcelo acredita que as vendas sejam mantidas, em comparação ao ano passado. “O material escolar não é um item supérfluo. Ele está entre as necessidades de todas as famílias, pelo menos no início de cada ano, com o início das aulas”, explica.


Segundo o empresário, o otimismo em torno das vendas é decorrente da própria necessidade de honrar os compromissos já assumido. “Temos 18 funcionários que dependem diretamente desse movimento. Além disso, nós nos preparamos para oferecer produtos de qualidade, com preços ainda melhores”, destaca Marcelo, que está no ramo de papelaria há 26 anos. “Cresci atrás do balcão desta livraria. Sei que a situação econômica não está fácial, mas mantenho a esperança em realizar boas vendas neste ano”, afirma .

Carga Tributária


No entedimento da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), a população ainda não está totalmente informada da tributação sobre material escolar.


A Associação lembra que há o Projeto de Lei 6705/2009, que tramita há mais de cinco anos na Câmara Federal e que dispõe sobre a isenção do IPI e alíquota zero de PIS/ Pasep/Cofins para materiais escolares e que reduziria o preço destes produtos.


“Em um país onde os governantes cansam de afirmar que educação é prioridade, é uma vergonha convivermos com uma carga tributária superior a 40% que incide sobre canetas, borrachas, lápis, apontadores e outros materiais básicos.


Ainda nos dias de hoje 25% dos estudantes não completam o ensino básico! Continua-se a construir um Brasil desigual, pois famílias de menor renda têm dificuldades em formar seus filhos. A aprovação do PL no. 6.705 seria uma forma de demonstrar que nossos parlamentares e governantes realmente levam a sério o tema da educação”, explica Rubens Passos, presidente ABFIAE.

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