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Postos nas aldeias estão em más condições

23 Jan 2016 - 07h00
Teto de consultório em posto da aldeia está deteriorado. - Crédito: Foto: Hedio FazanTeto de consultório em posto da aldeia está deteriorado. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
Postos de Saúde da Reserva Indígena de Dourados estão atendendo de forma precária. Tanto na Jaguapiru como na Bororó, a comunidade indígena é atendida em meio a salas tomadas de mofo e com paredes danificadas devido as graves infiltrações. Em 3 dos postos de Saúde houve uma reforma há cerca de 2 anos, porém a comunidade questiona a qualidade das obras. Em um deles a Vigilância Sanitária já interditou 3 vezes.


Em uma das unidades, que fica ao lado da Escola Tengatuí Marangatu, a situação é ainda mais precária. Uma obra de ampliação está totalmente paralisada e segundo as lideranças locais ela foi feita de forma irregular, sem atender as necessidades que a estrutura necessitava. “Construíram três salas aqui totalmente inutilizáveis. Todas elas são pequenas demais para a função na qual se destinariam. Não dá para ser recepção, nem farmácia, nem sala de atendimento”, conta um servidor.


A iluminação pública também é precária e os servidores são obrigados a fazer “vaquinha” quando alguma lâmpada estraga. Os medicamentos também não dão para 30 dias e há materiais e equipamentos danificados há anos. O lixo doméstico acumulado no posto de saúde por falta de coleta, também é problema.


Membro do Conselho de Saúde Indígena Fernando de Souza, diz que a situação dos postos de saúde é lamentável e diz que vem cobrando soluções. Segundo ele, um total de R$ 1,8 milhão foi destinado pela União para o município realizar as obras de reformas, porém elas não saíram como o esperado e no caso de uma das unidades nem finalizou a obra ainda.

Prefeitura


Em nota, a Prefeitura de Dourados disse que as obras de reforma e ampliação das unidades básicas de saúde Bororó I, Bororó II, Jaguapiru I e Panambizinho foram concluídas e entregues. Quanto à obra na unidade Jaguapiru II, foi necessária a rescisão do contrato com a empresa que executaria o trabalho e um novo processo licitatório foi aberto. Esse processo está em fase final de e assim que for fechado o contrato com a nova empresa que executará o serviço, a obra será iniciada.


“Vale ressaltar que o município é responsável apenas pela execução das obras de reforma e ampliação acordadas. A manutenção dos prédios, mobiliários e equipamentos das unidades instaladas nas aldeias são de inteira responsabilidade da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) do Governo Federal”.


O PROGRESSO tentou contato com a Sesai, mas não obteve resposta acerca dos questionamentos.

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