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População vai às ruas e reclama de protestos virtuais

07 Mar 2016 - 08h50Por EGO
Ideia do protesto que aconteceu no sábado, era o de sair em marcha pela principal avenida de Dourados, a Marcelino Pires. - Crédito: Foto: Hedio FazanIdeia do protesto que aconteceu no sábado, era o de sair em marcha pela principal avenida de Dourados, a Marcelino Pires. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
"No Facebook todo mundo reclama, mas na hora de ir às ruas quase ninguém vai". O desabafo é do empresário Racib Panage Harb. Na manhã de sábado (4), na companhia de alguns amigos, ele esteve no cruzamento das avenidas Marcelino Pires com Presidente Vargas, centro de Dourados, para protestar contra o atual momento político.


O manifesto foi agendado há dias, porém uma dezena de amigos compareceu na manhã deste sábado. "Mas este ato é apenas um chamado para o grande protesto nacional do dia 13 de março", ameniza o empresário, que espera participação maciça dos douradenses. O ato será no próximo domingo, às 15h30, com concentração na praça Antônio João.


Denominado como movimento "Acorda Dourados", o ato fará outros movimentos ao longo da semana e contará com o apoio da Associação Comercial e Empresarial de Dourados (Aced), entre outras entidades.


A ideia do protesto deste sábado era o de sair em marcha pela principal avenida de Dourados, a Marcelino Pires. Como compareceu poucas pessoas, os manifestantes, primeiramente, foram à sede da Polícia Federal, bateram palmas em solidariedade aos policiais e se dirigiram ao centro da cidade.


Com cartazes "Você é a favor que ela saia?, buzine - em alusão a presidente Dilma - o grupo teve apoio de motociclistas e condutores de carros que se solidarizaram.

Descontentamento


No mês de fevereiro do ano passado, cerca de 2 milhões de pessoas foram às ruas para protestar contra o governo . As manifestações atingiram todos os estados, além do Distrito Federal.


A condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava-Jato, na última sexta-feira, insuflou movimentos contrários e favoráveis ao governo federal a organizar atos e convocar o povo a ir para as ruas nos próximos dias. Dos dois lados, cada um com as suas convicções políticas, o chamado é para que cidadãos se posicionem sobre o episódio em que Lula se tornou o principal alvo da 24ª fase da investigação que apura esquema de corrupção na Petrobras. Grupos contrários ao governo federal e que já articulavam manifestação para o dia 13, próximo domingo, tratam com tom de comemoração a investida da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF). Investigadores das duas instituições afirmam haver indícios de que o petista tenha recebido cerca de R$ 30 milhões em vantagens de empresas envolvidas no esquema de desvios da Petrobras.


Para organizadores das manifestações do dia 13, a nova fase da Operação Lava-Jato é uma "injeção de ânimo" ao movimento, que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em Belo Horizonte, a expectativa é de crescimento do público que vai comparecer ao protesto, marcado para as 10h na Praça da Liberdade. "Estávamos calculando uma média de 20 mil. Acho que vai passar de 35 mil a 40 mil pessoas", afirma o líder nacional do Patriotas, Syllas Valadão.

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