Dourados – MS quarta, 21 de abril de 2021
Dourados
33º max
18º min
Influx - Campanha 2021
Editorial

População planetária

07 Mar 2016 - 10h18
População planetária -
AOrganização das Nações Unidas (ONU) acaba de anunciar que que a população mundial atingiu a impressionante marca de 7,3 bilhões de pessoas e que, mantendo esse ritmo, o planeta terá 10 bilhões de pessoas em 2050, gerando graves problemas nos setores de saúde, transportes, segurança e, sobretudo, na produção de alimentos. Entre os fatores que contribuem para o rápido aumento populacional, a ONU aponta a alta taxa de natalidade em alguns países e o aumento na longevidade da população em todo o mundo, uma vez que hoje mais de 900 milhões de pessoas superaram a barreira dos 60 anos e até 2050 o planeta terá 2,5 bilhões de habitantes com mais de 60 anos e com expectativa de vida superior a 75 anos, contra a média de 48 anos apurada pela mesma Organização das Nações Unidas em 1950. Em alguns países a expectativa de vida atingiu patamares jamais imaginados, como na Grã-Bretanha, por exemplo, onde o número de pessoas com mais de 85 anos mais do que dobrou entre 1985 e 2015 e atingiu a marca de 1,6 milhão de habitantes no ano passado, enquanto o percentual de pessoas com menos de 16 anos caiu de 21% para 17% no mesmo período.


A saída seria uma maior controle de natalidade, sobretudo nos países da América do Sul e na África. Na Zâmbia, no Sul da África, por exemplo, o maior desafio do governo é o altíssimo número de nascimentos, já que o país tem uma população de 13 milhões de pessoas e as estimativas são que esse número triplique até 2050 e, mais grave, chegue a 110 milhões até o fim do século, fazendo com que o país tenha uma das populações mais crescentes do planeta. Não poderia ser diferente, enquanto a fertilidade global por família caiu de cinco para médias 2,5 crianças desde 1950, as mulheres da Zâmbia tem, em média, seis filhos. Fica clara, portanto, a necessidade maior planejamento e investimento nas pessoas para lidar com a crescente população mundial e suas consequências, sobretudo a necessidade por mais alimentos, água e energia e a maior produção de lixo e poluição. No ritmo que está, o planeta pode entrar em colapso em, no máximo, 200 anos, fator que exige união das nações para colocar em prática ações globais em favor da vida e do planeta.


O Brasil não foge dessa realidade, já que a população chegou na marca de 204 milhões de pessoas em 2015, mas o fator positivo é que cresce no menor ritmo já registrado e de maneira desigual pelo território, com as maiores taxas concentradas nas regiões Norte e Centro-Oeste. A Sinopse do Censo Demográfico, que contém os primeiros resultados definitivos do último censo, aponta que a população brasileira cresceu 12,3% desde 2000, quando havia 169,8 milhões de habitantes no país e chegou a 204.856.649, mas que, nesse período, a população rural perdeu 2 milhões de pessoas e reduziu sua participação para 15,6% do total. Já a população urbana ganhou 23 milhões de novos integrantes e hoje representa 84,4% do total dos brasileiros. O Nordeste, que sempre liderou o crescimento populacional, ficou fora e hoje os dez Estados onde a população mais cresceu nos últimos dez anos estão localizados nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para o Amapá, Roraima e Acre que tiveram crescimento demográfico anual de 3,45%, 3,34% e 2,78%, respectivamente.


No aposto da tabela, com menor crescimento demográfico, aparecem o Rio Grande do Sul, com 0,49%, a Bahia, com 0,7%, e o Paraná, com 0,89%. Na geografia populacional, o ranking das maiores cidades brasileiras segue liderado por São Paulo com 11,9 milhões de habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 6,4 milhões, por Salvador, com 2,9 milhões e por Brasília, com 2,9 milhões de habitantes. Elas são seguidas por Fortaleza, com 2,8 milhões, Belo Horizonte, com 2,7 milhões e Manaus 2,05 milhões de habitantes, superando Curitiba que ficou com 1,9 milhão de moradores e Pernambuco, que aparece com 1,6 milhão. Contudo, a expectativa de vida dos brasileiros, que chegou a 75,2 anos em média, aponta que o país deverá envelhecer numa velocidade maior que os demais vizinhos na América do Sul e, por isso, precisa começar a pensar em políticas públicas capazes de atender as necessidades dessa camada da sociedade nas próximas décadas. O que se assiste hoje é justamente o inverso, com o governo desenvolvendo políticas para a juventude e ignorando a a obrigação de atender as pessoas com mais de 60 anos.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Presidente do Senado cobra ajuda para salvar empresas
Comitê da Pandemia

Presidente do Senado cobra ajuda para salvar empresas

15/04/2021 14:30
Presidente do Senado cobra ajuda para salvar empresas
Antivacina, um crime
Editorial

Antivacina, um crime

06/02/2021 07:02
Antivacina, um crime
Últimas Notícias