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Editorial

Pontos críticos

14 Jan 2016 - 10h25Por Do Progresso
Dourados corre contra o tempo e a chuva para tentar conter uma epidemia de dengue. Toda a cidade vem se mobilizando em torno de um problema de saúde pública seríssimo que pode a qualquer momento tornar os hospitais públicos ainda mais congestionados. Seria o caos, não teria lugar para tanta gente. Nesta guerra contra o mosquito Aedes, não se usa arma de fogo. As principais armas são: conscientização e ação. Tamanha importância do Exercito que atendeu a solicitação da Secretaria Municipal de Saúde e aceitou o convite para entrar nessa “guerra”.


Com a participação do Exercito nessa guerra contra a dengue todos os cidadãos devem virar soldados, aliás todas as autoridades devem se transformar em soldados do bem porque a luta contra a dengue, a febre Chikungunya e Zika Vírus deve ser diária. A missão de localizar possíveis focos de dengue e cuidar da limpeza do próprio meio ambiente deve ser constante. Tantas praticas facilmente viram hábito e porque não se torna hábito saudável então, cumprir o dever de cuidar dos quintais independente da cidade estar ameaçada por uma epidemia.


O prefeito Murilo, secretários e agora com o reforço de peso da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada através da boa vontade do comandante general Rui Yutaka Matsuda, junto com mais dois decretos para impedir o avanço e proliferação do mosquito transmissor das doenças significam apenas o começo de uma guerra que só terá fim quando a chance de epidemia estiver totalmente afastada.


O apelo que o prefeito Murilo faz aos cidadãos douradenses chama a atenção para a gravidade das doenças transmitidas pelo mosquito aedes. “Há uma campanha ampla na mídia local e nacional sobre o problema, mas as pessoas ainda não se conscientizaram de que o caso é muito grave. A Febre Chikungunya pode deixar a pessoa inválida para o trabalho por até dois anos. A Zika Vírus pode estar associada à microcefalia, deixando crianças inclusive com demência. O caso é sério e vamos trabalhar junto com o Exército para que nossa cidade fique livre desse mal”, disse o prefeito.


Por sua vez o general Matsuda se compromete a oferecer apoio com logística e tropa para ajudar os agentes de saúde da Prefeitura a vistoriar todas as residências e prédios comerciais de Dourados a partir da próxima semana. O general saiu da reunião com o prefeito bem mais assustado com as consequencias do que quando entrou e fez questão de deixar isso bem claro. “Estou saindo dessa reunião com uma visão diferente do mal que essas doenças causam. O caso realmente é grave; a população talvez ainda não tenha percebido a gravidade do dano que esse mal pode causar ao país”, afirmou.


E neste contexto de “guerra declarada” a Procuradoria Geral do Município prepara dois decretos para ampliar o rigor no combate ao Aedes aegypti. Um deles aumenta o valor da multa para a pessoa que na residência, terreno ou empreendimento permitir focos do mosquito.


O outro decreto trata do combate dentro dos órgãos públicos. A Prefeitura criará comissões de combate monitoramento nas secretarias para zelar pelos prédios e locais públicos por elas geridos. O gestor estará sujeito à multa igualmente a qualquer cidadão, caso seja encontrado foco do mosquito no imóvel sob sua responsabilidade.


“Vamos fazer a nossa parte, cuidando também com rigor da nossa casa. E vamos na casa de todas as pessoas para dizer a elas que o caso é grave e que elas precisam se cuidar para não ficar doente. A Prefeitura está toda envolvida nesse trabalho. Não vamos deixar Dourados perder a guerra para esse mosquito”, argumentou Murilo.


Quando as autoridades do município afirmam que a situação é mais séria do que se imagina é porque os números do Liraa (Levantamento do Índice Rápido de Aedes aegypti) apontam isso. O estudo apontou que a cidade está com IIP (Índice de Infestação Predial) de 4,3%, acima do considerado ideal.


O índice de infestação de Dourados é crítico, lembra a bióloga Rosana Alexandre da Silva, coordenadora do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Só para se ter ideia da gravidade do quadro o Ministério da Saúde preconiza como aceitável o índice de 0,1% sendo que o estudo apontou que a cidade está com IIP (Índice de Infestação Predial) de 4,3%, acima do considerado ideal. Só falta a população dar conta de tamanha gravidade, pois segundo o CCZ, 80% dos focos estão dentro dos imóveis residenciais.

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