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Epidemia

Plano emergencial tenta conter H1N1 em Dourados

02 Jun 2016 - 06h00
UTI do Hospital Universitário está com leitos lotados e não comporta novos atendimentos. - Crédito: Foto: Hédio fazanUTI do Hospital Universitário está com leitos lotados e não comporta novos atendimentos. - Crédito: Foto: Hédio fazan
A cidade de Dourados inicia um plano emergencial para conter o avanço da gripe H1N1. Superlotação e falta de insumos agravam a crise que no HU já é epidemia, tendo em vista a elevação rápida das notificações.
A diretora do Hospital, Mariana Croda, diz que a unidade fez acordo com a Prefeitura para garantir uma redefinição de fluxos de pacientes, para que seja possível fazer adaptações que atendam o maior número de pessoas no Hospital.


O secretário de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira afirmou que nos próximos dias será possível implantar 10 novos leitos de UTI no Hospital da Vida para atender casos de H1N1. Também disse que nos casos de superlotação, vai buscar aquisição de leitos particulares no Hospital Evangélico. O Secretário também acrescentou que fará uma intervenção junto ao Governo do Estado para solicitar que o Hospital Regional disponibilize leitos. Ele pretende pedir aparelhos respiratórios que estariam em falta nos hospitais. Mesmo assim, ele defende que o HU deve atender a todos os pacientes e não realizar negativas de vagas.
Em relação do Governo do Estado, a assessoria informou que não recebeu nenhum pedido oficial de ajuda de Dourados e que está reforçando trabalhos de capacitação das equipes que estão verificando se o protocolo de atendimento nos municípios para casos de H1N1 estão sendo cumpridos adequadamente.


Superlotação


Conforme mostrou ontem O PROGRESSO, o HU, que é referência no atendimento de H1N1 está superlotado, e ainda enfrenta uma epidemia de pneumonia e Síndrome Respiratória Aguda Grave causados pelo vírus H1N1.
Os casos chegam de toda a macrorregião do Estado composta por 34 municípios. Somente nestes primeiros 5 meses do ano, já foram registradas 33 notificações, 13 casos positivos, 3 óbitos e 8 pacientes ainda aguardam o resultado de exame. Em 2015, foram 14 notificações e nenhum caso confirmado da Influenza. Apesar disso, Dourados não tem estrutura para conter a crise, já que nem quarto de isolamento o município dispõe.

Plano de contingência


A diretora do HU, que também é médica infectologista, disse que é preciso um Plano de contingenciamento que padroniza os serviços e cumpre protocolos no atendimento de H1N1, como ocorreu na pandemia de 2009. Naquela época o estado também fornecia monitor e respirador para os municípios do interior para que o paciente pudesse ficar naquela cidade até que conseguisse a vaga.


O deputado federal Geraldo Resende vem defendendo a implantação de um gabinete de crise em que haja força tarefa entre todas as esferas para garantir a implantação do Plano de Contingenciamento. Segundo ele, sem a união dos poderes, a cidade de Dourados não poderá conter o avanço da doença, muito menos suportar uma epidemia.

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