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‘Operação’ combate miséria em favelas

12 Jul 2011 - 22h54
Moradores são surpreendidos com cestas de alimentos entregues por repórteres - Crédito: Foto: Valéria Araújo/PROGRESSOMoradores são surpreendidos com cestas de alimentos entregues por repórteres - Crédito: Foto: Valéria Araújo/PROGRESSO
Valéria Araújo

DOURADOS – Uma verdadeira ‘operação’ de solidariedade está sendo realizada nas comunidades carentes de Dourados. Cestas básicas montadas a partir de alimentos doados pela população estão chegando às favelas onde a fome e o frio são mais rigorosos. No bairro Jardim dos Estados, nove famílias convivem com a miséria. A líder da comunidade, Rosângela Ávalo Rodrigues conta que há pessoas doentes no local. “A situação é precária uma vez que nesta região existem caramujos, ratos e até cobras. Estes bichos estão por toda a parte, espalhando doenças”, destaca.



Segundo ela, a comunidade existe há seis anos. “Há três anos a prefeitura está construindo casas no jardim Novo Horizonte, mas elas nunca ficam prontas. No início do ano nos informaram que só faltava a pintura. De lá para cá não recebemos mais informações. Estamos esquecidos aqui”, disse.


Ela acredita que as famílias precisam de apoio, mas também precisam ter força de vontade para sair da situação de pobreza. “No meu caso, fiz cursos gratuítos de confecção de sabão e corte e costura. Vou vivendo da venda do produto e dos serviços prestados a comunidade. Só da venda de sabão dá para lucrar em torno de um salário mínimo. O produto é feito a base de sebo, álcool, água e limão. Os produtos são em pouca quantidade e rendem bastante. Também são baratos”, dá a dica.


A moradora Inês Santos Jesus, tem cinco anos, ela disse que o que ganha com o Bolsa família, cerca de R$ 140, não é suficiente para manter a casa por 30 dias. “A gente vai se virando, mas as dificuldades são grandes”, conta.
Na comunidade ao lado do futuro residencial Dioclécio Artuzi, 40 famílias se dizem desesperadas.

Elas não sabem quando as casas serão construídas e entregues. A dona de casa Darci Mariane Amorim, diz que a comunidade vive sem água, luz ou qualquer outro serviço básico. “Estamos desesperados por aqui. Com a chegada do inverno, não temos agasalhos e cobertores suficientes. Minha neta está para nascer e não sei o que será dela se eu não conseguir comprar o enxoval básico”, conta.




Na antiga base da Petrobrás, na região do Cabeceira Alegre, duas famílias se escondem do frio em uma obra inacabada e abandonada. Não há rede de esgoto, nem local para tomar banho. Ao todo 8 crianças vivem com os pais. A dona de casa Cátia Lopez de Jesus, diz que precisa de agasalhos para os filhos. “Neste frio estamos enfrentando dificuldades”, conta.

Em todos estes conjuntos, O PROGRESSO e o site Douradosagora ouviram moradores e entregaram cestas básicas doadas pela população, que deixou donativos na sede deste matutino. O objetivo foi amenizar o sofrimento de moradores, mas principalmente de crianças, que vivem nestas áreas de risco. O PROGRESSO e o Douradosagora também estiveram na Rede Feminina de Combate ao Câncer.

De acordo com a coordenadora Gisele Ferreira, a ajuda chegou em boa hora. A entidade recebe em média 100 pacientes por mês que precisam fazer tratamento de câncer. “Por dia, gastamos 5 quilos de arroz para manter a alimentação dos pacientes. São 2,5 mil refeições por mês. Precisamos de toda a ajuda necessária para dar conforto aos pacientes. São pessoas que estão doentes e que precisam de um cuidado especial”, destaca.

Em todas as comunidades e entidades visitadas O PROGRESSO e o Douradosagora entregaram donativos. No total, ontem foram distribuídas 50 cestas básicas.

Outras 60 foram distribuídas em comunidades carentes em bairros diversos. As doações são da população, entidades e empresários. Destaque para alunos do Anglo, da Unigran, que doaram 60 cestas básicas, empresa Embresul Embreagens, do empresário Romem Barleta, AABB, entre outros.



O PROGRESSO e o Douradosagora continuam com a campanha. Quem quiser doar roupas, calçados e alimentos não perecíveis, pode procurar as comunidades já mostradas nas reportagens anteriores ou destinar estes produtos a sede deste matutino localizada na Rua Presidente Vargas, 447, no centro (em frente a Praça Antônio João).

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