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Número de casos de dengue já é quase 40 vezes maior este ano

04 Dez 2015 - 09h35
Saúde realiza mutirões em Dourados para eliminar o mosquito. - Crédito: Foto: Hedio FazanSaúde realiza mutirões em Dourados para eliminar o mosquito. - Crédito: Foto: Hedio Fazan
O número total de casos positivos de dengue registrado em Dourados já é quase 40 vezes maior em relação ao ano passado, ou seja, 3.700%. Em 2014, neste mesmo período, a Secretaria de Saúde do município registrou 33 casos positivos de dengue, contra 1.274 este ano, num total de 2.414 notificações, segundo a Vigilância Epidemiologica. Por causa disso, a Secretaria de Saúde, está realizando uma força-tarefa para diminuir o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, o mesmo vetor da Febre Chikungunya e o Zika Vírus.
De acordo com a Vigilância Epidemiologica, até o momento Dourados registrou um caso da Febre Chikungunya e nenhum do Zika Vírus.


A Vigilância Epidemiológica esclarece que os casos de microcefalia registrados em bebês recém-nascidos em Dourados, não têm relação nenhuma com o Zika Vírus. Um único caso suspeito, que está sendo investigado, também já está praticamente descartado.

Diferenças


O gerente de Divisão da Vigilância Epidemiológica, Devanildo de Souza Santos explicou que existem muitas denúncias de casos de dengue e que as pessoas estão confundindo com o Zika ou Febre Chikungunya. A dengue e a Chikungunya têm quase os mesmos sintomas, como febre alta (acima de 38°) e queda nas plaquetas. No caso da Chikungunya, a diferença da dengue é que apresenta edema pelo corpo e dores nas articulações. “Grande parte das pessoas que contraem essa doença não conseguem andar e podem demorar meses para se recuperar”, explica, lembrando, que “é diferente da dengue em que a recuperação leva entre 10 a 15 dias”.


Já no caso do Zika Vírus, a febre é baixa (igual ou abaixo de 38°) e não tem queda nas plaquetas. No 3° ou 4° dias aparecem manchas vermelhas na pele. A recuperação leva em torno de sete dias. O pior desta doença é que ela pode estar associada à microcefalia em bebês recém-nascidos ou Síndrome Guillain-Barré, que causa de paralisia flácida generalizada. A doença acomete os nervos periféricos.

CCZ


Segundo a coordenadora do Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), Rosana Alexandre da Silva, a prefeitura está realizando mutirões em todos os bairros com notificações e borrifação para eliminar focos e orientar os moradores. “Com esse período de chuva quase todos os dias, é grande o número de focos encontrados nos imóveis; temos que eliminar os criadouros e as larvas do mosquito para evitar uma epidemia”, alerta Rosana.

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